A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 9, a operação Emendatio para investigar desvios de emendas do ex-deputado federal Chiquinho Brazão destinadas a organizações não governamentais no Rio de Janeiro. Seu irmão, Domingos Brazão, também é alvo das investigações. A defesa dos dois ainda não se manifestou e afirmou não ter acesso aos autos do processo.
Atualmente, Chiquinho e Domingos estão presos após condenações por serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL. Chiquinho cumpre pena em prisão domiciliar. Durante a operação, a PF realizou buscas e apreensões na residência de Chiquinho, além de investigar uma empresa ligada a Domingos.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso Marielle no STF. Moraes determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 100 milhões. A PF está cumprindo 21 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão preventiva.
Entre as ONGs sob suspeita está o Instituto Carioca de Atividades, que recebeu pelo menos R$ 7 milhões em emendas de Chiquinho durante seu mandato. A entidade, que também é alvo de buscas, recebeu emendas de outros parlamentares.
A PF informou em comunicado que a investigação revelou que parte dos recursos de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos foi desviada. Os desvios ocorreram por meio de pagamentos indevidos, uso de empresas interpostas e mecanismos que ocultavam a origem e o destino dos valores.
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