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Operação Reino Oculto desarticula rede interestadual de tráfico e lavagem

Operação Reino Oculto desarticula rede interestadual de tráfico e lavagem

Uma megaoperação conjunta entre a Polícia Civil da Bahia e o Ministério Público estadual (MPBA) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, com o objetivo de desmantelar uma complexa rede criminosa voltada ao tráfico de armas, entorpecentes e lavagem de capitais. Batizada de Operação Reino Oculto, a ação mobilizou mais de 250 agentes em uma ofensiva que abrange diversos estados brasileiros.

Abrangência da operação contra o crime organizado

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos simultaneamente em 23 bairros de Salvador e em sua Região Metropolitana. A operação estende seu alcance para dois municípios do interior baiano e alcança seis cidades distribuídas pelos estados de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, evidenciando o caráter interestadual da quadrilha.

Estrutura e logística do grupo criminoso

As investigações, que tiveram início em março deste ano, revelaram uma estrutura altamente organizada. O grupo dividia suas atividades em núcleos especializados, incluindo comando, gestão financeira, armazenamento, logística e distribuição. A movimentação financeira identificada pelo Ministério Público da Bahia supera a marca de R$ 4 milhões.

Modus operandi e uso de empresas de fachada

A organização criminosa utilizava uma empresa de fachada para viabilizar o transporte de armamentos e munições, incluindo itens de calibre 5,56. Além do comércio ilegal de armas, o grupo mantinha rotas de escoamento de drogas para os estados de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, operando sob um esquema de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros ilícitos.

Forças de segurança envolvidas na ofensiva

A operação é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e conta com o suporte estratégico do Gaeco. Diversos departamentos da Polícia Civil, como o Draco, Denarc e DHPP, além da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e o apoio das polícias civis dos estados envolvidos, integram a força-tarefa para garantir o cumprimento das ordens judiciais.

Fonte: bahianoticias.com.br


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