Comunidade denuncia decisão “arbitrária” e teme deslocamento forçado de alunos para a sede do município
Pais, estudantes e professores foram surpreendidos após uma reunião realizada no dia 12 de janeiro, na Escola EMIFA, quando a comunidade escolar recebeu a informação de que os alunos não estudariam mais no povoado, sendo obrigados a se deslocar para a sede do município. A decisão, segundo os relatos, foi apresentada de forma autoritária e sem consulta prévia, gerando revolta e sensação de insegurança entre as famílias.
De acordo com os moradores, a reunião aconteceu em pleno período de férias escolares, o que teria contribuído para uma participação reduzida. Aproximadamente 10 pais compareceram ao encontro, que teria sido anunciado sob o pretexto de tratar sobre matrículas, mas terminou com uma comunicação considerada grave pela comunidade: a mudança da rotina escolar e o possível esvaziamento da unidade recém-construída.
A população classifica o episódio como uma ação arbitrária contra estudantes, pais e professores, afirmando que a medida afeta diretamente o direito à educação no próprio território e compromete o vínculo comunitário construído ao longo dos anos.
Reunião teria ocorrido com pouca divulgação e baixa presença de pais
Segundo relatos apresentados pela comunidade, o encontro teve divulgação limitada, o que teria reduzido a mobilização e impedido que mais famílias estivessem presentes para acompanhar o assunto.
A escolha do período de férias também foi apontada como um fator determinante para a baixa participação, já que muitos pais estariam em rotina diferente ou fora do povoado durante esse período. Para os moradores, a forma como o encontro ocorreu deixou a impressão de que a decisão já estaria previamente encaminhada.
A comunidade afirma que não houve assembleia, não houve comunicado oficial e não houve debate público sobre a proposta, o que aumentou o sentimento de surpresa e indignação.
Pais relatam postura autoritária e episódio de constrangimento durante o encontro
Durante a reunião, a informação sobre a transferência dos alunos para a sede do município teria sido apresentada principalmente pela Secretária de Educação, Elaine, de maneira considerada rígida e sem abertura para diálogo.
Ainda conforme o relato, uma mãe que se posicionou contra a mudança e questionou a situação do próprio filho teria sido tratada com desprezo e desrespeito, o que teria causado constrangimento. Após o episódio, a mãe teria se retirado da reunião, reforçando, para os presentes, a sensação de que o encontro não teria sido conduzido com escuta e respeito.
Os moradores também citam a participação da diretora Vânia, apontando que a condução da reunião teria ocorrido sem acolhimento às preocupações das famílias, principalmente diante do impacto que a medida pode causar na vida dos estudantes.
Comunidades afetadas temem impactos diretos na rotina e na segurança dos alunos
A possível transferência dos estudantes para a sede do município preocupa famílias de diversas localidades. Moradores afirmam que a Escola EMIFA atende e representa um ponto essencial de apoio educacional para comunidades como:
Mari
Morrinho
Alagadiço
Serra Branca
Monteiro
Regiões vizinhas
Para os pais, obrigar crianças e adolescentes a estudar longe de casa pode gerar longos deslocamentos, aumentar os riscos no transporte escolar e provocar desgaste físico e emocional, principalmente para alunos mais novos.
Além disso, a mudança pode afetar diretamente o convívio comunitário e o acompanhamento familiar, já que muitos pais dependem da escola local para manter uma rotina mais segura e próxima.
Medida pode comprometer o direito à educação no próprio território
A comunidade destaca que a escola não é apenas um prédio, mas parte de uma estrutura que garante acesso à educação sem que os alunos precisem enfrentar distâncias maiores diariamente.
Os moradores afirmam que a decisão representa um ataque à dignidade das famílias e pode causar impactos duradouros na permanência escolar, com risco de aumento de faltas e dificuldades de adaptação.
Para pais e professores, uma escola dentro da comunidade deveria ser um símbolo de avanço e fortalecimento da educação local — e não um espaço ameaçado por esvaziamento.
Escola recém-construída vira motivo de preocupação e revolta entre moradores
Um dos pontos mais citados pelas famílias é o fato de a escola ser vista como uma conquista da comunidade, e que agora estaria sob risco de perder sua função principal: manter os estudantes próximos de casa.
O sentimento predominante entre moradores é de frustração e incredulidade. Para muitos pais, a situação transformou o que seria motivo de orgulho em um cenário de tensão, medo e insegurança.
A população afirma que a decisão foi imposta “na surdina”, sem transparência, e sem considerar a história da escola e as necessidades reais dos estudantes.
Comunidade cobra explicações e revisão imediata da decisão
Após a repercussão do caso, moradores afirmam que não aceitarão a medida de forma passiva e cobram uma resposta clara sobre os critérios e justificativas para a mudança.
Entre as principais cobranças estão:
Por que a decisão foi anunciada sem consulta pública? Por que não houve comunicado oficial antes da reunião? Qual será o impacto no transporte e na rotina dos estudantes? Como ficará a situação dos alunos e professores da escola?
A população também pede que a Secretaria de Educação apresente informações formais e que a decisão seja revista com urgência, garantindo participação da comunidade escolar e respeito às famílias envolvidas.
Moradores prometem mobilização para evitar esvaziamento da EMIFA
A comunidade reforça que pretende se organizar para impedir o desmonte da educação local e defende que qualquer mudança estrutural precisa ser construída com diálogo, planejamento e respeito.
Para os pais, a permanência da escola funcionando dentro do povoado é essencial para assegurar acesso à educação com dignidade, segurança e vínculo comunitário. O sentimento relatado é de que a comunidade não aceitará calada uma decisão considerada injusta e prejudicial aos estudantes.
A expectativa agora é de que haja posicionamento oficial e abertura para negociação, evitando que crianças e adolescentes sejam obrigados a deixar sua escola e sua comunidade para continuar estudando.
DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO
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