Durante a sessão da Câmara Municipal realizada nesta quarta-feira (17), o vereador Paulo Crespo (União Brasil), conhecido como Paulão, fez duras críticas à administração da Prefeitura de Santaluz. Em discurso na tribuna, o parlamentar afirmou ter identificado gastos elevados com gratificações e voltou a contestar a recente reforma administrativa aprovada pelo Legislativo.
Segundo Paulão, o município desembolsou mais de R$ 28 milhões em gratificações ao longo de 2025, valor que, de acordo com ele, representa aproximadamente 25% de um montante de R$ 112 milhões citado durante sua fala.
Vereador questiona distribuição de gratificações
Ao abordar os números, o parlamentar afirmou que os recursos poderiam estar sendo direcionados de forma inadequada e mencionou a existência de diversos cargos comissionados e funções de confiança na estrutura administrativa.
Paulão também relembrou as discussões envolvendo o Projeto de Lei da Reforma Administrativa, afirmando que a oposição tentou promover alterações antes da votação, mas que o texto acabou sendo aprovado nos moldes defendidos pelo Poder Executivo.
Críticas ao reajuste salarial e à nova estrutura
Durante o pronunciamento, o vereador declarou que defendia uma remuneração de R$ 2 mil para servidores que recebem salário mínimo, em vez do reajuste de aproximadamente R$ 180 previsto para parte dos trabalhadores.
Na tribuna, Paulão afirmou ainda que a administração mantém um número excessivo de cargos como superintendentes, fiscais e gestores de contratos, além de representantes em povoados, utilizando a expressão “fantasminhas” para criticar a estrutura criada pela gestão.
Decreto que adia implementação também é alvo de críticas
Outro ponto levantado pelo vereador foi a publicação de um decreto que, segundo ele, posterga por 45 dias a entrada em vigor da nova estrutura administrativa aprovada pela Câmara.
Paulão afirmou que, mesmo após a autorização legislativa e a abertura de crédito superior a R$ 150 milhões, a administração decidiu adiar a implementação sob a justificativa de avaliar o impacto financeiro da medida. Para o parlamentar, a decisão demonstra falta de planejamento e prejudica os servidores que aguardavam os efeitos da reforma.
Até o momento, a Prefeitura de Santaluz não havia se manifestado publicamente sobre as declarações feitas pelo vereador durante a sessão legislativa.
DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO
*Com informações de Região Em Pauta
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