A Polícia Federal identificou o uso de “empresas de prateleira” em um suposto esquema relacionado ao banqueiro Daniel Vorcaro, que teria como alvo o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. As investigações revelam que os imóveis de luxo, avaliados em aproximadamente R$ 146,5 milhões, estariam registrados em nome de empresas criadas para disfarçar a verdadeira propriedade. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou que essas empresas apresentavam características semelhantes. Elas foram abertas em um curto espaço de tempo, com um capital social inicial de R$ 500 e registradas no mesmo endereço, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Todas estariam formalmente sob a titularidade do empresário Hamilton Edward Suaki, que é apontado como operador “fictício” da estrutura.
As investigações também apontam que o advogado Daniel Lopes Monteiro, que foi preso na mesma operação, atuou como operador jurídico-financeiro do esquema. Mensagens apreendidas durante a operação revelam discussões sobre a criação das empresas para a aquisição dos imóveis. Essa apuração faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e suas negociações com o BRB.
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