O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (3). Esse crescimento representa uma desaceleração em relação ao aumento de 3,4% observado em 2024 e é o menor desempenho da economia brasileira desde a pandemia de Covid-19.
A desaceleração do PIB ocorre em um contexto de taxa Selic elevada, que encerrou o ano em 15% ao ano, impactando negativamente o consumo e os investimentos. Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 12,7 trilhões, enquanto o PIB per capita foi de R$ 59,6 mil, com um crescimento real de 1,9% em comparação ao ano anterior. O agronegócio foi o principal responsável pelo crescimento, com um aumento de 11,7%, impulsionado por safras recordes de milho, que cresceu 23,6%, e soja, com alta de 14,6%.
No setor de serviços, o crescimento foi de 1,8%, com destaque para as áreas de informação e comunicação, que avançaram 6,5%, atividades financeiras, seguros e serviços relacionados, com aumento de 2,9%, e transporte, armazenagem e correio, que cresceram 2,1%. A indústria teve um crescimento de 1,4%, impulsionada pelas indústrias extrativas, que cresceram 8,6%, enquanto a construção civil apresentou um avanço de 0,5%. Em contrapartida, o setor de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos registrou uma queda de 0,4%.
A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, ligeiramente abaixo dos 16,9% de 2024, enquanto a taxa de poupança subiu para 14,4%. No que diz respeito à despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 2,9%, impulsionada por importações de bens de capital, desenvolvimento de software e aumento na construção, compensando a queda na produção interna. O consumo das famílias cresceu 1,3%, beneficiado pela melhora no mercado de trabalho, aumento do crédito e programas de transferência de renda, embora tenha ficado abaixo dos 5,1% registrados em 2024. O consumo do governo avançou 2,1%. No setor externo, as exportações aumentaram 6,2% e as importações subiram 4,5%, com destaque para petróleo, veículos e produtos agropecuários nas exportações, e equipamentos de transporte, máquinas e produtos químicos nas importações.
No último trimestre de 2025, o PIB cresceu apenas 0,1%, alinhando-se às expectativas do mercado. No detalhamento por setores, os serviços cresceram 0,8%, a agropecuária avançou 0,5% e a indústria teve uma queda de 0,7%. Dentro da indústria, a construção apresentou uma queda de 2,3% e as indústrias de transformação recuaram 0,6%, enquanto as indústrias extrativas e o setor de eletricidade, gás, água e esgoto registraram desempenhos positivos, com altas de 1,1% e 1,5%, respectivamente.
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