O piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, conhecido como Dato de Oliveira, de 77 anos, foi assassinado na terça-feira, 19, após ser baleado na cabeça durante um assalto na Zona Oeste de São Paulo. O crime ocorreu na Avenida do Rio Pequeno, no Butantã. Dato era amplamente reconhecido por sua atuação como comandante do Globocop, helicóptero da TV Globo que realizava coberturas jornalísticas na capital paulista, e acumulava cerca de 49 anos de experiência na aviação.
Ao longo de sua carreira, Dato viveu episódios marcantes, como em 2010, quando foi um dos primeiros a chegar ao local de um acidente envolvendo um helicóptero da TV Record no Jockey Club de São Paulo, onde ajudou no resgate das vítimas. Em 2002, ele foi rendido por criminosos e forçado a pilotar um helicóptero durante uma ação para resgatar detentos de um presídio em Guarulhos. Além de sua carreira na aviação, Dato também teve experiências como ator.
No momento do assalto, câmeras de segurança registraram a abordagem. Dato dirigia um carro quando foi surpreendido por um criminoso em uma motocicleta, que anunciou o assalto e disparou contra ele. Após ser atingido, Dato perdeu o controle do veículo, que colidiu com um ônibus. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos.
Em seu livro autobiográfico, Dato expressou seu desejo sobre o que gostaria que acontecesse após sua morte. Ele escreveu que gostaria de viver e voar por muito mais tempo e, quando chegasse o dia de sua partida, desejava que seus órgãos fossem doados, que não houvesse velório e que suas cinzas fossem lançadas ao mar, na Praia do Itararé, em São Vicente, por um amigo comandante.
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