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Piloto preso em Congonhas por rede de pedofilia vira réu na Justiça de SP

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Piloto preso em Congonhas por rede de pedofilia vira réu na Justiça de SP

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso em flagrante no dia 9 de fevereiro no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, antes de decolar com um avião da empresa aérea onde trabalhava. A prisão foi efetuada por agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o piloto, e a Justiça aceitou a denúncia nesta segunda-feira (25), tornando Sérgio Antônio Lopes réu em um processo criminal. Além dele, outras cinco pessoas também foram denunciadas, incluindo familiares de vítimas, como a avó de três meninas, que está presa temporariamente, e a mãe de uma das vítimas, que foi detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil.

As investigações do DHPP revelaram que o piloto mantinha uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes há pelo menos oito anos. Ele abordava menores vulneráveis e suas famílias, oferecendo pagamentos via PIX em troca de relações sexuais ou vídeos íntimos. As vítimas eram utilizadas para produzir fotos e vídeos de abuso sexual, que eram vendidos e compartilhados em uma rede de pedofilia.

Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas no estado de São Paulo, mas a polícia acredita que o número real pode ser maior. Entre as vítimas estão três irmãs, de 18, 12 e 10 anos, que foram abusadas por anos. A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, informou que cada imagem recebida gerava pagamentos via PIX, que variavam de R$ 30 a R$ 100, e que o piloto utilizava esses valores para comprar medicamentos, pagar aluguel e até adquirir uma televisão.

Os crimes pelos quais o piloto foi denunciado incluem organização criminosa, estupro de vulnerável, favorecimento da exploração sexual de menor, divulgação, produção, compartilhamento e posse de material pornográfico infantil, aliciamento de criança, venda de material pornográfico infantil, falsa identidade, coação no curso do processo, maus-tratos e favorecimento da prostituição.

O celular apreendido com o suspeito contém imagens que indicam vítimas de outros estados, e a polícia investiga com quem esse material era compartilhado. A delegada Ivalda Aleixo afirmou que, além do consumo pessoal, há indícios de que o piloto distribuía esse conteúdo para outras pessoas.


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