Uma operação da Polícia Civil na zona leste de São Paulo resultou na prisão de quatro adultos e na apreensão de um adolescente, todos suspeitos de envolvimento na morte de uma recém-nascida. O caso, que chocou a capital paulista, envolveu uma trama familiar complexa para ocultar o óbito da criança, cujos detalhes foram revelados após uma investigação minuciosa das autoridades.
Os pais da bebê, identificados como André Dias Cardozo Jo e Maryana Luysa dos Santos Cunha, foram detidos após admitirem participação no crime. De acordo com informações da Polícia Civil, o pai confessou ter asfixiado a recém-nascida, enquanto a mãe teria auxiliado na execução do ato e na posterior ocultação do corpo, que foi encontrado dentro de uma sacola plástica em um banheiro.
Investigação revela contradições e fraude processual
O desenrolar do caso ocorreu após os envolvidos apresentarem versões contraditórias aos investigadores. O delegado Luan Pereira de Andrade Negão conduziu diligências que incluíram o acompanhamento de exames médico-legais e a verificação de registros hospitalares, essenciais para desmentir a alegação inicial de que a criança teria nascido sem vida.
Exames periciais confirmaram que a recém-nascida respirou após o parto, o que refutou a tese de morte natural ou natimorto. A partir dessa evidência, as autoridades intensificaram os interrogatórios, levando à confissão dos pais e à descoberta de que a cena do crime havia sido manipulada para dificultar a apuração dos fatos.
Envolvimento de avó e bisavó no caso
Além dos pais, a avó, Geni de Lourdes Dias Candido, e a bisavó, Luciana de Fátima Dias Candido, foram presas em flagrante. A polícia apurou que ambas atuaram diretamente na alteração da cena do crime, sendo autuadas por fraude processual e falso testemunho. Um adolescente, irmão do pai da criança, também foi apreendido durante a operação.
A atuação da autoridade policial foi decisiva para a formalização das prisões. O registro oficial da ocorrência destaca que o aprofundamento das oitivas e o trabalho técnico foram fundamentais para identificar a dinâmica criminosa e garantir que os responsáveis fossem levados à justiça.
Status jurídico e próximos passos do processo
A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante para prisões preventivas, visando assegurar a ordem pública e o bom andamento das investigações. O pedido segue em análise pelo Poder Judiciário, que deve decidir sobre a manutenção da custódia dos envolvidos.
Até o momento, a defesa dos suspeitos não foi localizada para comentar as acusações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada para prestar esclarecimentos adicionais sobre os desdobramentos do inquérito, mas não enviou um posicionamento oficial até o fechamento desta reportagem.
Fonte: metropoles.com
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