A Polícia Civil da Paraíba investiga o desaparecimento de quatro trabalhadores da construção civil, naturais da Bahia, que estavam hospedados em uma casa de apoio em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. O registro do caso ocorreu na manhã de quinta-feira (2), embora os homens sejam considerados desaparecidos desde terça-feira (31).
Na madrugada de sexta-feira (3), quatro corpos foram encontrados dentro de um carro estacionado em uma granja no bairro Brisamar, em João Pessoa. A confirmação de que os corpos pertencem aos trabalhadores desaparecidos ainda não foi divulgada.
Os desaparecidos foram identificados como Cleibson Jaques, de 31 anos, e Lucas Bispo, cuja idade não foi revelada, ambos de Campo Formoso (BA). Também estão na lista Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismario Santos, de 23 anos, naturais de Morro do Chapéu (BA). Segundo informações da polícia, os quatro estavam trabalhando em uma obra há cerca de dois meses e residiam na casa de apoio em Bayeux há 15 dias.
Conforme relatos iniciais, na madrugada de quarta-feira (1º), o motorista que transportava os trabalhadores até o local da obra chegou ao endereço, mas não encontrou ninguém. Ao entrar na residência, ele notou que o local estava revirado, com sinais de desordem, o que levou ao acionamento da polícia.
Em entrevista à TV Cabo Branco, a esposa de uma das vítimas relatou que conversava com o marido por vídeo chamada momentos antes do desaparecimento. Ela afirmou que a ligação foi interrompida de forma abrupta, e que ouviu gritos de homens. A mulher descreveu a cena do rosto do marido em pânico quando a luz do quarto foi acesa. O irmão de outra vítima também fez um apelo por informações que possam ajudar na localização dos desaparecidos.
Sobre os corpos encontrados, a Polícia Civil da Paraíba informou que o carro onde estavam foi roubado e abandonado por falta de gasolina. A perícia inicial indicou que os corpos pertencem a quatro homens, mortos há cerca de dois dias por disparos de arma de fogo. Três deles estavam com as mãos amarradas para trás. Devido ao estado avançado de decomposição, a identificação visual das vítimas não é possível, e exames cadavéricos devem ser realizados para confirmar suas identidades.
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