A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (15/10), a Operação In nomine Patris, voltada ao combate de crimes cibernéticos de abuso sexual infantojuvenil. A ação resultou na prisão preventiva de um homem de 26 anos, residente em Taiobeiras, no Norte de Minas Gerais, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Única da Comarca local.
O investigado, que exercia funções de supervisão de crianças em um grupo de oração de uma igreja da cidade, é suspeito de manter um vasto acervo de material ilícito. Segundo as autoridades, foram identificados mais de 24 mil arquivos, entre imagens e vídeos de violência sexual contra menores, armazenados em contas na internet durante o período de 2019 a 2026.
Investigação e perícia técnica dos equipamentos apreendidos
Durante a execução da operação, agentes federais apreenderam diversos equipamentos eletrônicos que estavam em posse do suspeito. Esses dispositivos serão submetidos a uma perícia técnica rigorosa para identificar a origem dos arquivos, verificar o compartilhamento do conteúdo e apurar a existência de outras possíveis condutas criminosas relacionadas ao investigado.
A decisão judicial que autorizou a prisão preventiva fundamentou-se na gravidade das suspeitas, destacando o longo período em que o material foi mantido e a situação de vulnerabilidade das vítimas envolvidas. O caso segue sob sigilo para preservar a integridade das crianças e o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Contexto da operação In nomine Patris
O nome da operação, que em latim significa “em nome do Pai”, faz uma alusão direta ao ambiente religioso onde o suspeito desenvolvia suas atividades. A proximidade com crianças em um grupo de oração agravou a preocupação das autoridades quanto ao risco que o indivíduo representava para a comunidade local.
A operação reforça o compromisso das forças de segurança no enfrentamento à exploração sexual de menores no ambiente digital. A Polícia Federal continua o trabalho de análise dos dados extraídos dos dispositivos para determinar a extensão total da rede de crimes e identificar eventuais cúmplices ou novos elementos de prova.
Fonte: metropoles.com
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