Cachorros de pequeno porte, como os pinschers e chihuahuas, são conhecidos por sua tremedeira, que pode ser observada tanto ao vivo quanto em vídeos. Essa característica é comum entre essas raças, mas o que causa essa tremedeira frequente? O Olhar Digital investigou e traz as respostas.
A tremedeira nos cães pequenos está ligada a diversas características fisiológicas. Esses animais possuem um metabolismo mais acelerado e, devido à maior relação entre superfície corporal e volume, perdem calor com mais facilidade. Muitas raças pequenas têm pelos curtos e pouca gordura sob a pele, o que as torna mais sensíveis ao frio. Quando a temperatura corporal diminui, o organismo ativa o tremor, um movimento muscular involuntário que gera calor e ajuda a manter a temperatura estável. Em comparação com cães de grande porte, os pequenos tremem mais cedo, pois perdem calor mais rapidamente. Assim, a temperatura ideal em ambientes climatizados pode ser diferente para eles.
Além disso, a energia acumulada também contribui para a tremedeira. Pinschers, por exemplo, são conhecidos por sua natureza enérgica e curiosa, permanecendo sempre alertas. Diferentes estímulos, como ver o tutor, brincar ou até mesmo situações de estresse, podem provocar descargas de emoção que resultam em tremores.
Entretanto, a tremedeira pode indicar problemas neurológicos, que afetam os nervos e causam espasmos frequentes. Essas condições podem ser decorrentes de doenças neurológicas conhecidas ou desconhecidas. É importante observar o contexto em que a tremedeira ocorre, como se o cão está dormindo ou acordado, se há sinais de estresse ou ansiedade, e a temperatura do ambiente. Caso haja suspeitas de problemas mais sérios, é aconselhável levar o animal ao veterinário para uma avaliação adequada.
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