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Prefeitura de Serrinha é alvo do MP por suposta fraude de R$ 14,7 milhões

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu uma nova fase da apuração sobre supostas irregularidades previdenciárias na prefeitura de Serrinha, município localizado a cerca de 175 quilômetros de Salvador.

O caso, que até então estava em fase preliminar, foi convertido em Inquérito Civil para apurar uma suposta compensação indevida de débitos previdenciários que envolve R$ 14,7 milhões.

A investigação é conduzida pela 4ª Promotoria de Justiça de Serrinha e abrange movimentações financeiras realizadas entre outubro de 2021 e setembro de 2022.

Na época, a prefeitura era administrada por Adriano Lima (PSD), hoje pré-candidato a deputado federal.

Ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima – Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE


Segundo a portaria publicada nesta segunda-feira, 13, as suspeitas envolvem informações prestadas pela prefeitura em declarações enviadas à Previdência Social por meio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP).

De acordo com o Ministério Público, o município informou que tinha créditos a receber da Previdência e usou esses valores para reduzir o pagamento de contribuições previdenciárias. O problema é que, segundo a investigação, não há documentos que comprovem a existência desses créditos.

Na prática, a suspeita é de que a prefeitura tenha abatido R$ 14,7 milhões em débitos previdenciários utilizando valores cuja origem não foi comprovada aos órgãos de fiscalização.

As suspeitas investigadas agora se somam a outro processo envolvendo Adriano Lima. Em julho de 2023, o MP-BA ajuizou uma ação por improbidade administrativa contra o ex-prefeito.

Segundo a investigação, ele declarou, em 2017, créditos previdenciários inexistentes para compensar débitos do município.

A Receita Federal concluiu que os valores informados não tinham comprovação e aplicou uma multa de R$ 25 milhões, prejuízo que, de acordo com o Ministério Público, foi causado aos cofres públicos.

Além das investigações relacionadas às compensações previdenciárias, Adriano Lima também foi alvo, em abril de 2026, de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).

A apuração investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Segundo os investigadores, servidores municipais e empresas teriam atuado em conjunto para direcionar um contrato milionário de locação de veículos durante a gestão do ex-prefeito.

Fonte: A tarde


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