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Presidente da CNI alerta para riscos econômicos após aprovação da mudança na jornada 6×1

Presidente da CNI alerta para riscos econômicos após aprovação da mudança na jornada 6x1

Após a aprovação pelo Senado Federal, na noite desta quarta-feira (14), da proposta que altera a jornada de trabalho 6×1, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, manifestou preocupação com os reflexos da medida na economia nacional. Em comunicado oficial, o dirigente destacou que a redução da carga horária sem a devida compensação na produtividade pode desencadear uma série de efeitos adversos, incluindo a elevação de custos operacionais e pressões inflacionárias.

A entidade, que representa um dos setores mais expressivos do país, defende que a ausência de um debate mais aprofundado com a sociedade brasileira impediu uma mensuração precisa dos danos. Segundo Ricardo Alban, a decisão tomada pelo Congresso Nacional pode comprometer a estabilidade do mercado de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.

Impactos financeiros e projeções para o PIB

Os cálculos apresentados pela CNI indicam um cenário de alerta para as contas nacionais. A projeção da entidade aponta que a transição para uma jornada de 40 horas semanais, mantendo a integridade dos salários, elevaria os custos de produção em cerca de R$ 267,2 bilhões. Esse aumento, conforme a análise, seria um entrave direto para a manutenção de postos de trabalho e para a saúde financeira das indústrias.

Além do custo direto, a estimativa da CNI projeta uma retração de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o que representaria uma perda nominal de R$ 76,9 bilhões. A entidade reforça que o cenário de baixa produtividade, que já é um desafio estrutural para o país, tende a ser agravado pela nova legislação aprovada pelos parlamentares.

Projeções de inflação e custo de vida

O consumidor final deve sentir os efeitos da mudança na ponta do varejo. De acordo com o levantamento da CNI, a expectativa é de uma alta média de 6,2% nos preços ao consumidor. Produtos essenciais, como itens de supermercado, podem sofrer um reajuste de até 5,7%, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

O setor de bens industrializados também deve enfrentar reajustes significativos. A previsão é de um aumento médio de 6% nos preços finais, com destaque para o segmento de vestuário e calçados, que pode registrar uma alta de até 6,6%. Para mais informações sobre o cenário econômico, acesse o portal da Confederação Nacional da Indústria.

Perspectivas para o debate legislativo

O presidente da CNI classificou a aprovação da medida em pleno período eleitoral como um retrocesso. Ricardo Alban reiterou a necessidade de que o Congresso Nacional retome o diálogo sobre o tema, buscando alternativas que preservem a renda dos trabalhadores sem sacrificar a viabilidade econômica das empresas.

A expectativa da entidade é que, diante da constatação de perda de competitividade e do risco inflacionário, os legisladores possam revisar os pontos críticos da proposta. O objetivo, segundo a CNI, é encontrar um equilíbrio que evite o aumento do desemprego e garanta a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro a longo prazo.

Fonte: bahianoticias.com.br


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