Incentivo financeiro para a reciclagem residencial
A Câmara dos Deputados analisa uma proposta que visa transformar o comportamento ambiental dos brasileiros por meio de benefícios financeiros diretos. O Projeto de Lei 2895/26 institui o Programa Nacional de Incentivo à Coleta Seletiva Residencial, prevendo que consumidores possam obter descontos ou bonificações em tarifas de serviços essenciais, como o fornecimento de água e energia elétrica, ao comprovarem a destinação correta de resíduos recicláveis.
A medida busca elevar as taxas de reciclagem no país, que atualmente permanecem em patamares considerados baixos. Segundo o autor da proposta, o deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), a média nacional de reaproveitamento de materiais não ultrapassa 4%. A iniciativa pretende, além de reduzir o impacto ambiental, fortalecer o apoio a associações de catadores e ampliar a participação popular na gestão de resíduos sólidos.
Regulamentação e selo de reconhecimento
A implementação prática dos descontos ficará condicionada às diretrizes estabelecidas pelos órgãos reguladores locais, respeitando as particularidades de cada região. O projeto altera a Lei 12.305/10, que rege a Política Nacional de Resíduos Sólidos, integrando a reciclagem ao cotidiano do consumidor como uma prática economicamente vantajosa.
Para fomentar a adesão, o texto propõe a criação de um selo federal de reconhecimento. Esta certificação será concedida a consumidores, bairros e municípios que se destacarem nas práticas de coleta seletiva. O selo será devidamente registrado e divulgado no Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, conferindo benefícios adicionais aos participantes certificados.
Estrutura de apoio e tramitação legislativa
O projeto também prevê que o governo federal priorize o suporte técnico e financeiro aos municípios que apresentam baixa cobertura de coleta seletiva. A estratégia inclui a abertura de linhas de crédito específicas para projetos de reciclagem que garantam a retribuição financeira direta aos cidadãos que participarem do programa.
A proposta segue agora para análise em caráter conclusivo nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a medida entre em vigor, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal. Mais detalhes sobre a legislação ambiental brasileira podem ser consultados no portal da Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: atarde.com.br
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