O atacante Raphinha foi oficialmente desconvocado da Seleção Brasileira nesta quarta-feira (30). A decisão ocorreu após a realização de exames de imagem que detectaram um edema muscular na região posterior da coxa direita do jogador, impossibilitando sua participação no próximo compromisso da equipe nacional.
Diagnóstico médico e retorno ao Barcelona
O atleta não estará presente no amistoso contra a Índia, agendado para o próximo sábado (3), na cidade de Calcutá. A comissão técnica, em alinhamento com o departamento médico da CBF, optou pela liberação imediata do jogador para que ele retorne ao Barcelona e inicie o tratamento adequado em seu clube.
A entidade máxima do futebol brasileiro confirmou que não haverá a convocação de um substituto para ocupar a vaga deixada pelo camisa 10. A medida visa preservar a integridade física do atleta, considerando o histórico recente de problemas musculares na mesma região.
Impacto da lesão e histórico clínico
O desconforto foi sentido por Raphinha durante a vitória do Brasil por 4 a 2 sobre a Austrália, realizada na última terça-feira (29), em Brisbane. O jogador, que marcou um dos gols da partida através de uma cobrança de pênalti, precisou ser substituído no intervalo por Endrick.
A preocupação com a coxa direita é justificada pelo histórico do atacante, que na temporada anterior enfrentou recorrentes lesões no local. O problema chegou a afastar o jogador dos gramados por mais de 150 dias, impactando tanto sua sequência no Barcelona quanto suas participações com a camisa da Seleção.
Desempenho na Data Fifa e críticas ao calendário
Até o momento do corte, Raphinha vivia um momento de protagonismo na equipe nacional. Além de ostentar a camisa 10, o atacante assumiu a braçadeira de capitão na ausência de Marquinhos e consolidou-se como o batedor oficial de penalidades do time, sendo peça fundamental na construção do resultado positivo contra os australianos.
A situação gerou críticas por parte da diretoria do clube espanhol. O presidente do Barcelona, Joan Laporta, manifestou publicamente seu descontentamento com a recorrência de lesões de seus atletas durante as janelas internacionais, questionando a intensidade do calendário estabelecido pela CBF e por outros órgãos reguladores do futebol mundial.
Fonte: bahianoticias.com.br
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