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Reinaldo Azambuja surge como favorito para o Ministério da Agricultura em eventual gestão Flávio

Reinaldo Azambuja surge como favorito para o Ministério da Agricultura em eventual gestão Flávio

O cenário político nacional ganha um novo contorno com a movimentação em torno de possíveis nomes para o primeiro escalão de um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, filiado ao PL, desponta como o favorito para assumir o Ministério da Agricultura, pasta estratégica para a economia brasileira.

A indicação de Azambuja é vista como uma articulação de peso, dada sua proximidade com a senadora Tereza Cristina, que possui vasta experiência na área por ter comandado o mesmo ministério durante a gestão de Jair Bolsonaro. A trajetória do ex-governador, que deixou o PSDB para ingressar no PL em setembro de 2025, solidifica sua posição como uma das lideranças centrais da legenda no estado.

Trajetória política e influência no agronegócio

Reinaldo Azambuja governou o Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos, entre 1º de janeiro de 2015 e 1º de janeiro de 2023. Sua experiência administrativa é complementada por uma longa carreira legislativa, tendo atuado como deputado estadual e deputado federal. Antes de chegar ao governo, ele foi prefeito de Maracaju, município amplamente reconhecido como a capital do agronegócio estadual.

A ligação de Azambuja com o setor produtivo não é apenas política, mas também patrimonial. Segundo dados declarados à Justiça Eleitoral, o ex-governador possui um patrimônio de R$ 55,9 milhões. Deste montante, cerca de 85,4% — aproximadamente R$ 47,8 milhões — está diretamente vinculado a atividades rurais, incluindo rebanhos bovinos, estoques de milho e participações em cooperativas agrícolas.

Articulações internas e o comando do PL

A ascensão de Azambuja no comando do diretório estadual do PL em Mato Grosso do Sul não ocorreu sem embates internos. O ex-governador atuou decisivamente para barrar a candidatura do deputado federal Marcos Pollon à disputa pelo Senado. A decisão contrariou a preferência de Jair Bolsonaro, que havia manifestado apoio a Pollon em carta escrita durante seu período de detenção no Complexo Penitenciário da Papuda.

Para consolidar sua chapa ao Senado, Azambuja contou com o apoio estratégico do senador Nelsinho Trad, que desistiu da reeleição para compor o projeto como primeiro suplente. Essa reconfiguração das forças políticas no estado demonstra a capacidade de articulação do ex-governador dentro do PL, fortalecendo sua imagem como um nome de confiança para a cúpula do partido em um projeto presidencial.

Fonte: metropoles.com


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