Uma operação militar dos Estados Unidos resgatou um piloto desaparecido de um caça F-15E em território iraniano, em uma missão considerada uma das mais complexas dos últimos anos. A ação envolveu forças de elite, uma estratégia de desinformação da CIA e a construção improvisada de uma pista de pouso em uma área hostil.
De acordo com uma reportagem do New York Times, o resgate ocorreu após uma corrida contra o tempo entre forças americanas e iranianas para localizar o oficial de armamentos, que estava gravemente ferido nas proximidades da cidade de Isfahan. Durante dois dias, ele conseguiu se esconder em regiões montanhosas, chegando a escalar uma cadeia de montanhas de cerca de 2 mil metros de altitude para evitar a captura. Enquanto isso, drones MQ-9 Reaper dos EUA bombardearam forças iranianas que se aproximavam da posição do militar, garantindo cobertura aérea durante a fuga. Fontes relataram que milícias locais estavam em busca do oficial, que tinha uma recompensa de US$ 60 mil por sua captura.
Para despistar os iranianos, a CIA plantou informações falsas indicando que o militar já havia sido resgatado e estava sendo retirado do país por terra, confundindo os esforços de busca do inimigo. A operação incluiu o pouso de várias aeronaves de transporte dentro do território iraniano, a cerca de 320 quilômetros da fronteira. Dois aviões do modelo MC-130J Commando II ficaram presos na pista improvisada e precisaram ser destruídos no local para evitar que caíssem nas mãos das forças iranianas. Outras aeronaves foram enviadas para resgatar os militares que ficaram para trás.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram destroços de aeronaves queimadas, que seriam parte da operação. Apesar da complexidade da missão, nenhum integrante da equipe de resgate morreu, e todos retornaram em segurança, incluindo o oficial resgatado, que foi levado ao Kuwait para tratamento médico. O presidente Donald Trump confirmou o sucesso da operação em uma publicação, destacando que o militar estava em território inimigo e sendo caçado. Ele afirmou que ações desse tipo raramente são realizadas devido ao alto risco envolvido tanto para os soldados quanto para os equipamentos, e anunciou que fará uma coletiva de imprensa na Casa Branca para detalhar a operação.
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