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Resistência a coordenação de Rui por grupo de Wagner é mais um desafio para Jerônimo, por Raul Monteiro*

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Resistência a coordenação de Rui por grupo de Wagner é mais um desafio para Jerônimo, por Raul Monteiro*

Com as pesquisas sobre as intenções de voto ao governo da Bahia divulgadas até o momento, a desconfiança em relação à confiabilidade desses dados persiste. As sondagens nacionais sobre o cenário local ainda são aguardadas para oferecer uma visão mais precisa das preferências do eleitorado baiano. A tradição indica que o candidato presidencial influencia a eleição estadual na Bahia. Nesse contexto, as notícias parecem mais favoráveis para ACM Neto (União Brasil), candidato das oposições, do que para o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O presidente Lula enfrenta um cenário desafiador, diferente de suas eleições anteriores, quando conseguiu se eleger e reeleger, além de apoiar sua sucessora. Atualmente, ele lida com uma avaliação negativa de seu governo, dificuldades econômicas e um desgaste natural após anos de liderança do PT. A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, se consolidou na oposição e já aparece à frente de Lula em algumas pesquisas.

Um levantamento da Genial/Quaest, divulgado recentemente, mostra Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em um possível segundo turno, enquanto Lula registra 40%, configurando um empate técnico. Nos cenários testados contra outros candidatos, Lula se destaca. Em uma disputa direta com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula teria 43% contra 35% do adversário. Em um segundo turno contra Romeu Zema, Lula também aparece à frente, com 43% contra 36%.

Esses números não são animadores para qualquer gestor, mesmo com o chamado "poder da máquina". Isso sugere que Lula pode precisar mais do apoio de Jerônimo do que o governador precisou do presidente em sua eleição em 2022. Contudo, a capacidade do PT local de mobilizar esse apoio é incerta, já que Jerônimo enfrenta desafios semelhantes aos de Lula, incluindo a fadiga de um governo que está há 20 anos no poder.

A oposição tenta associar a imagem de imobilismo ao governo, e a demora na escolha do candidato a vice na chapa majoritária contribui para essa percepção. Recentemente, surgiram notícias de que a disputa interna com o grupo do senador Jaques Wagner, que domina o governo, estaria dificultando a escolha do ex-ministro Rui Costa (PT) para coordenar a campanha do governador. Considerando o papel crucial de Rui na eleição de Jerônimo e a falta de um substituto à altura, o cenário para o governador se apresenta desafiador.


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