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Prefeitura projeta consumo milionário de combustível em 2026

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Registro de Preços nº 001/2025 aponta consumo milionário e reacende debate sobre controle de abastecimento da frota municipal

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Dados publicados no Diário Oficial do Município revelam o planejamento financeiro para o exercício de 2026 e chamam a atenção pelos valores previstos para abastecimento da frota municipal. Conforme o Registro de Preços nº 001/2025, a Prefeitura projeta um gasto que ultrapassa R$ 12,1 milhões em combustíveis e materiais de consumo, número considerado elevado e que levanta dúvidas sobre a compatibilidade entre o consumo estimado e a realidade operacional do município.

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O documento citado aponta que o Registro de Preços foi renovado sem a realização de uma nova licitação, o que também passou a ser alvo de questionamentos. A publicação menciona ainda a existência de registro de impugnação no próprio Diário Oficial, reforçando a discussão sobre a necessidade de maior transparência e critérios técnicos na definição do consumo previsto.

A conta milionária: R$ 12.183.235,74

O valor total destacado no planejamento é de R$ 12.183.235,74, montante que, segundo a publicação, desafia a lógica e a realidade local diante do tamanho e da demanda esperada da frota municipal.

O cenário não é novo. Ribeira do Pombal já foi alvo de denúncias em veículos de comunicação, como o Jornal A Tarde, justamente por gastos considerados exorbitantes e falta de controle no abastecimento de veículos, situação que teria colocado o município sob atenção de órgãos de fiscalização estadual no passado.

Comparação: volume poderia render “500 voltas ao mundo”

Para dimensionar o impacto do valor previsto, a publicação compara o montante a uma estimativa de mercado: com R$ 12,1 milhões, seria possível adquirir mais de 2 milhões de litros de combustível, considerando média de preços e consumo.

Ainda conforme a projeção, essa quantidade permitiria que a frota municipal percorresse aproximadamente 20 milhões de quilômetros, distância que equivaleria a cerca de 506 voltas completas ao redor da Terra.

Questionamentos sobre frota real e consumo projetado

O volume estimado reacende o debate sobre a compatibilidade entre a frota existente e o consumo previsto pela gestão, especialmente diante de dois pontos destacados: a renovação contratual sem nova disputa de preços no mercado e a existência de impugnação registrada no próprio Diário Oficial.

O caso tende a ampliar a cobrança por informações detalhadas sobre a quantidade de veículos, a rotina de abastecimento, os critérios utilizados para projeção de consumo e os mecanismos de controle e fiscalização para evitar desperdícios ou distorções no uso de recursos públicos.

DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO

*Com informações de Sertão Quente Notícias

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