Em meio às articulações políticas que começam a moldar o cenário eleitoral na Bahia e no Brasil, o deputado federal Ricardo Maia (MDB) afirmou que mantém diálogo com diferentes grupos políticos, mas descartou qualquer possibilidade de ruptura com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista à imprensa na última semana, durante a posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o parlamentar comentou sobre a relação com o grupo de ACM Neto (União Brasil), a posição do MDB na composição da chapa majoritária e analisou o cenário nacional para a eleição de 2026, apontando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito à reeleição.
Ricardo Maia destacou que o diálogo é uma parte essencial da política e não deve ser confundido com um alinhamento automático. Ele afirmou que conversar com diferentes lideranças faz parte do jogo democrático, mas isso não implica em mudança de lado. O deputado ressaltou que, embora tenha conversado com integrantes da base de ACM Neto, não houve convite ou proposta formal para uma mudança de posição.
Sobre a presença do MDB na chapa majoritária, o deputado reiterou a reivindicação pela manutenção do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e enfatizou a importância do partido na sustentação do governo estadual. Ele afirmou que o MDB teve um papel significativo na conjuntura política de Jerônimo em 2022 e que a política deve ser conduzida através do diálogo e da construção de alianças, não por emoções. Ricardo Maia também mencionou que eventuais divergências internas devem ser tratadas pelos líderes do partido, Lúcio e Geddel Vieira Lima, com discernimento e foco no projeto coletivo.
O deputado destacou que o objetivo central da aliança é garantir a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues na Bahia e do presidente Lula no cenário nacional. Ele expressou confiança na força de Lula, lembrando que o petista tem sido uma figura central nas disputas presidenciais desde 1989, seja como candidato ou como líder da esquerda. Ricardo Maia avaliou que a fragmentação da direita pode beneficiar Lula, aumentando suas chances de vitória, inclusive no primeiro turno.
Ele reconheceu que, apesar de não haver eleição fácil, o presidente chega ao próximo pleito com capital político suficiente para competir de forma competitiva. O deputado acredita que há uma estrutura montada para disputar e vencer as eleições, reafirmando sua confiança na reeleição do presidente Lula.
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