Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (8/9), em São Paulo, o ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, manifestou apoio público à conduta do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado tem sido alvo de questionamentos em meio às investigações envolvendo o Banco Master.
Zema afirmou categoricamente que não identifica excessos na atuação de Mendonça. Segundo o político, o processo investigativo está sendo conduzido de maneira adequada, reforçando que a apuração de fatos, independentemente dos envolvidos, é um dever institucional e não configura crime.
Defesa da postura de Mendonça e críticas ao protagonismo no STF
Ao ser questionado sobre o perfil do ministro, Zema estabeleceu uma distinção clara entre Mendonça e outros integrantes da Corte. O ex-governador descreveu o magistrado como uma figura ponderada, que evita a busca por protagonismo ou visibilidade midiática, características que, na visão de Zema, estariam presentes em outros membros do tribunal.
Embora não tenha citado nomes diretamente, a referência a Alexandre de Moraes foi implícita durante a fala de Zema. Para o candidato, a postura de Mendonça se diferencia pela sobriedade, enquanto outros ministros estariam, em sua avaliação, tentando se transformar em figuras centrais do cenário jurídico e político nacional.
Investigações e o papel da presidência do Supremo
Sobre possíveis questionamentos acerca da condução dos inquéritos, Zema pontuou que eventuais correções de rumo devem ser realizadas pelo presidente do STF, Edson Fachin. O ex-governador reiterou sua confiança na atual condução do caso, minimizando as críticas que têm sido direcionadas ao ministro Mendonça.
O cenário das investigações, contudo, permanece complexo. O caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro ganhou contornos de crise institucional após relatórios da Polícia Federal apontarem interações entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, o que gerou um embate direto entre os magistrados da Corte.
Tensões institucionais e o futuro do Judiciário
Zema aproveitou a oportunidade para subir o tom contra a composição atual do tribunal. O ex-governador classificou a permanência de certos ministros como uma situação negativa para o país e defendeu a necessidade de uma renovação, utilizando o termo “limpeza” ao se referir ao STF. Ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando o governo de se manter distante das investigações devido a possíveis conexões entre o escândalo e aliados do Partido dos Trabalhadores.
Por fim, o candidato do Novo projetou que o caso Banco Master ainda reserva desdobramentos significativos. Zema afirmou que o episódio é de grandes proporções e que novas evidências, incluindo comunicações digitais, deverão surgir no decorrer das apurações, ampliando o impacto das revelações sobre o sistema financeiro e o meio político.
Fonte: metropoles.com
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