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Saiba quais capitais tiveram a maior e a menor inflação em 2025

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Saiba quais capitais tiveram a maior e a menor inflação em 2025

Os moradores da Grande Vitória encerraram o ano de 2025 enfrentando a maior inflação entre as 16 capitais e regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (9), a inflação na região acumulou uma alta de 4,99% no ano passado, superando a média nacional de 4,26%. Esse resultado coloca Vitória no topo do ranking de inflação, à frente de cidades como Porto Alegre, que registrou 4,79%, e São Paulo, com 4,78%. Os principais responsáveis pelo aumento do custo de vida em Vitória foram os reajustes na energia elétrica residencial e nos planos de saúde, que impactaram o orçamento das famílias de forma mais intensa do que em outras regiões.

Em contraste, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, apresentou a menor inflação do país em 2025, com um acumulado de apenas 3,14%. O alívio nos preços na capital sul-mato-grossense foi impulsionado por quedas significativas nos preços de itens básicos de alimentação, como o arroz, que teve uma redução de 31,01%, frutas com recuo de 10,83% e carnes, que caíram 2,94%. Esses fatores contribuíram para manter o índice geral de inflação na região em níveis baixos.

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No cenário nacional, o grupo Habitação foi o que mais impactou o bolso dos brasileiros em 2025, com alta de 6,79%, resultando em um impacto de 1,02 ponto percentual no índice total. Dentro desse grupo, a energia elétrica teve o maior impacto individual, com um aumento de 12,31% em todo o Brasil, resultado de reajustes tarifários e da aplicação de diversas bandeiras ao longo do ano. Porto Alegre se destacou negativamente nesse aspecto, com um aumento de 23,50% na conta de luz, quase o dobro da média nacional. Além de Habitação, os grupos de Educação, Despesas Pessoais e Saúde também contribuíram significativamente para a inflação, respondendo por 64% do total no ano passado.

O IPCA de dezembro de 2025 apresentou uma alta de 0,33%, acelerando em relação aos 0,18% registrados em novembro, mas ainda abaixo dos 0,52% observados em dezembro de 2024. Embora o ano tenha terminado com o índice dentro do teto da meta de 4,50% estabelecida pelo governo federal, a disparidade entre as cidades evidencia que a experiência da inflação foi consideravelmente mais severa para os moradores do Espírito Santo em comparação com aqueles que vivem no Centro-Oeste ou no Norte do país.

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