A decisão da ministra Gleisi Hoffmann de deixar a Secretaria de Relações Institucionais para concorrer a uma vaga no Senado, a pedido do presidente Lula, gerou preocupação no Palácio do Planalto e no Congresso. Parlamentares temem que essa mudança na articulação política possa comprometer acordos já estabelecidos e criar instabilidade nas negociações em um ano eleitoral, quando o tempo para aprovar pautas prioritárias é limitado. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.
Lula busca manter o controle da pasta com o PT e considera uma solução interna, o que limita as opções disponíveis. O nome mais mencionado para assumir a função é o de Olavo Noleto, que é visto como um “prata da casa” e possui vasta experiência nos governos petistas, apesar de não ter mandato. Outra possibilidade é o líder do governo na Câmara, José Guimarães, que é considerado um político influente e com bom trânsito no Legislativo, mas sua permanência em Brasília depende de arranjos eleitorais no Ceará.
Além da escolha do novo articulador, o pagamento de emendas se destaca como um dos principais pontos de tensão. O Congresso exige o cumprimento dos acordos firmados por Gleisi e expressa receio de uma mudança brusca na relação com o Executivo. No Planalto, a expectativa é que o novo ministro tenha a missão de manter a previsibilidade, evitar conflitos e assegurar um mínimo de estabilidade institucional até as eleições.
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