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Segurança do celular: 7 passos para revisar a proteção do seu dispositivo em apenas 10 minutos

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Segurança do celular: 7 passos para revisar a proteção do seu dispositivo em apenas 10 minutos
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O celular é um repositório significativo da vida digital de milhões de pessoas, contendo fotografias, documentos, conversas, aplicativos bancários, redes sociais, e-mails e dados pessoais, que podem ser alvos de cibercriminosos. Para ajudar a proteger esses dispositivos, a empresa de cibersegurança ESET criou um guia prático com recomendações que podem ser implementadas em apenas dez minutos, visando reduzir o risco de ataques.

Mario Micucci, pesquisador de Segurança Informática da ESET Latinoamérica, destaca que em apenas dez minutos e com algumas mudanças simples é possível identificar riscos, restringir acessos desnecessários e prevenir problemas antes que eles ocorram. A primeira recomendação é manter o sistema operacional e todos os aplicativos atualizados. As atualizações são essenciais para corrigir falhas de segurança que podem ser exploradas por cibercriminosos, e tanto Android quanto iOS disponibilizam regularmente patches de segurança. Adiar essas atualizações pode aumentar a vulnerabilidade a ameaças conhecidas.

Outra dica importante é revisar o método de bloqueio do telefone. O acesso ao dispositivo deve ser protegido por um método seguro, como um PIN de vários dígitos, uma senha robusta, um padrão difícil de adivinhar, impressão digital ou reconhecimento facial. É aconselhável também ativar o bloqueio automático da tela após alguns minutos de inatividade e evitar senhas simples, como datas de nascimento ou sequências fáceis de adivinhar.

A eliminação de aplicativos desnecessários e a revisão das permissões concedidas a cada um deles também são passos cruciais. Aplicativos que não são mais utilizados ou cuja origem é desconhecida devem ser removidos. Além disso, muitos aplicativos solicitam acesso ao microfone, câmera, localização, contatos ou armazenamento, mesmo quando essas funções não são essenciais. Limitar o acesso apenas ao que é necessário pode fortalecer a privacidade e a segurança do usuário.

Desativar conexões que não estão em uso é outra recomendação. O Bluetooth deve ser desligado quando não estiver em uso, e redes Wi-Fi públicas que não são mais necessárias devem ser removidas da memória do telefone. Redes abertas ou pouco seguras podem facilitar tentativas de interceptação de dados ou acessos não autorizados.

A ativação da autenticação em duas etapas é uma medida adicional de segurança. Essa funcionalidade adiciona uma segunda verificação além da senha, geralmente por meio de um código temporário enviado ao telefone ou gerado por um aplicativo de autenticação. É recomendável ativar essa opção em contas de e-mail, redes sociais, aplicativos de mensagem, Google, Apple ID e serviços bancários.

Manter backups automáticos é fundamental para a proteção dos dados. Serviços como Google Drive ou iCloud permitem salvar fotos, contatos, documentos e configurações, facilitando a recuperação em caso de roubo, perda ou defeito no dispositivo. Um backup atualizado pode reduzir significativamente o impacto de qualquer incidente.

Por fim, é importante conferir as configurações de privacidade. Além das permissões de aplicativos, revisar as configurações de privacidade do sistema, como compartilhamento de localização, anúncios personalizados e acesso a dados de saúde, garante que apenas as informações necessárias estejam disponíveis.


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