A defesa do maratonista Émerson Pinheiro protocolou uma ação indenizatória por danos estéticos e morais na 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador. O processo é movido contra Cleydson Cardoso Costa Filho e sua mãe, a vereadora Débora Santana. O pedido de tutela de urgência antecipada, apresentado na última segunda-feira (20), visa assegurar o pagamento dos tratamentos médicos de Émerson, além de cobrir despesas com moradia e a aquisição de uma prótese.
Émerson, um estudante de educação física de 29 anos, teve a perna amputada após ser atropelado em agosto do ano passado durante um treinamento para a Maratona de Buenos Aires. O acidente foi causado por Cleydson, que foi preso em flagrante e permaneceu 30 dias detido.
A advogada Losangela Passos informou que a decisão de entrar com a ação foi tomada após várias tentativas frustradas de acordo com a família de Cleydson. Com a incapacidade de exercer atividades profissionais, Émerson enfrentou dificuldades financeiras, uma situação que se agravou com a interrupção dos pagamentos que eram feitos pela vereadora Débora Santana. Para tentar resolver algumas pendências financeiras, ele lançou uma campanha em redes sociais, buscando arrecadar ajuda por meio de doações.
Em setembro de 2025, Émerson Pinheiro fez sua primeira aparição pública, anunciando uma nova fase como atleta.
A amputação da perna direita de Émerson ocorreu após o atropelamento em uma manhã de sábado, 16 de agosto do ano passado, na orla da Pituba, em Salvador. Ele ficou internado por trinta dias no Hospital Geral do Estado (HGE). Cleydson Cardoso Costa Filho, responsável pelo acidente, é filho da vereadora Débora Santana. O atropelamento aconteceu enquanto Émerson se preparava para a Maratona de Buenos Aires. Após o acidente, vídeos nas redes sociais mostraram Cleydson tentando realizar o teste do bafômetro, sem sucesso. A Polícia Militar, que estava no local, confirmou que o maratonista sofreu ferimentos graves e que o motorista apresentava sinais de embriaguez.
Em nota, a PM informou que uma guarnição da 41ª CIPM foi acionada por populares para averiguar um acidente com vítima. No local, constatou-se que um veículo atropelou um homem, que sofreu lesões graves. O Samu foi chamado imediatamente. O condutor, em aparente estado de embriaguez, foi levado à Delegacia de Flagrantes para as medidas cabíveis.
Cleydson foi ouvido na Delegacia de Flagrantes e, no dia seguinte, teve a prisão convertida em preventiva. Ele permaneceu 30 dias no Complexo da Mata Escura, até que seus advogados conseguiram a revogação da prisão, mas a justiça impôs o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
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