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Sem contragolpe? Petistas e aliados de Jerônimo não visualizam “retaliação” e desfalque em grupo oposicionista; entenda

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Sem contragolpe? Petistas e aliados de Jerônimo não visualizam "retaliação" e desfalque em grupo oposicionista; entenda

A recente movimentação política do senador Angelo Coronel, que decidiu migrar para o bloco de oposição na Bahia, gerou reações entre deputados federais e lideranças do governo. De acordo com essas fontes, a ação de Coronel é vista como um "contra-golpe" orquestrado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Interlocutores da oposição afirmam que não há previsão de um novo "contragolpe" no cenário político, destacando que o governo tem conseguido apaziguar grupos internos, como o Avante, liderado pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto, e outros nomes ainda vinculados ao PP. Uma das fontes consultadas mencionou que a adesão de Coronel ao bloco oposicionista foi uma resposta ao movimento de ACM Neto.

Nos bastidores, há especulações sobre a adesão de lideranças ligadas a ACM Neto, mas essas movimentações não estão sendo consideradas pelo grupo governista. O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, é um dos nomes citados, embora informações sugiram que ele não deve apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, mesmo sem desmentir diretamente essa possibilidade.

O estopim da situação ocorreu no último final de semana, quando Coronel confirmou sua saída do PSD em uma entrevista ao programa "Frequência Política", transmitido por várias rádios. Ele afirmou que sua decisão, assim como a de outros aliados, foi motivada por sua exclusão da chapa. A resposta do senador Otto Alencar foi rápida, ressaltando que nunca tomou a iniciativa de expulsar Coronel do partido e que se pronunciará sobre a saída apenas quando for oficializada. Alencar também mencionou que ofereceu a Coronel a oportunidade de buscar a reeleição de forma independente, mesmo com o partido vinculado ao PT na Bahia.

Lideranças do PT também comentaram sobre a saída de Coronel, sugerindo que a maneira como ele se afastou pode ter repercussões. Um interlocutor indicou que a busca de Coronel por apoio de Kassab, sem o conhecimento de Otto Alencar, afetou a relação entre eles, e que isso poderia ser tratado como uma disputa pessoal, o que poderia beneficiar o grupo governista.

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Após o anúncio do rompimento, Otto Alencar convocou as bancadas federal e estadual para uma reunião. Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, afirmou em um vídeo que toda a bancada estadual permanece unida em apoio a Otto, Jerônimo e Lula nas próximas eleições. O deputado federal Sérgio Brito também reiterou o apoio a Alencar, descrevendo o partido como unido e forte.

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