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Sequestro de menina de 10 anos termina após 18 dias de privações e abusos

Sequestro de menina de 10 anos termina após 18 dias de privações e abusos

Um caso de sequestro que chocou a região metropolitana de São Paulo chegou ao fim após 18 dias de angústia. Uma menina de 10 anos, levada pelo próprio pai em 20 de setembro, foi resgatada pela Polícia Militar na Praia Grande, no litoral paulista. O suspeito, identificado como Wellington Ferreira da Silva, mantinha a criança sob condições precárias, forçando-a a viver em situação de rua enquanto utilizava o celular da vítima para exigir dinheiro da mãe.

A rotina de privações e o resgate da criança

Durante o período em que esteve sob o domínio do pai, a criança enfrentou fome extrema e exposição ao relento. Segundo relatos da mãe à reportagem, a menina era obrigada a pedir comida em estabelecimentos comerciais, enquanto o suspeito consumia álcool e drogas na presença dela. A mãe descreveu o desespero de receber mensagens com fotos da filha dormindo em calçadas, enviadas pelo próprio sequestrador como forma de chantagem financeira.

Após o resgate, a criança precisou de atendimento médico para tratar uma ferida no pé, decorrente das longas caminhadas impostas pelo pai. A jornada do sequestrador incluiu uma passagem por Curitiba, no Paraná, antes de retornar ao estado de São Paulo. Durante a fuga, o homem teria recebido auxílio financeiro de uma familiar, o que permitiu a continuidade do deslocamento.

Histórico de violência e o planejamento do crime

Wellington Ferreira da Silva possui um histórico de agressões graves. Em um relacionamento anterior, o homem disparou contra uma ex-companheira, deixando-a paraplégica. A mãe da menina, com quem ele conviveu por 11 anos, também foi vítima de episódios de violência extrema, incluindo uma fratura na mandíbula. Mesmo com uma medida protetiva solicitada, o homem continuou a proferir ameaças de morte contra a criança para atingir a ex-mulher.

O sequestro teve início quando o homem abordou mãe e filha em via pública, utilizando uma arma de fogo para forçá-las a entrar em um carro por aplicativo. O grupo seguiu para um hotel em Barueri, onde o suspeito dopou as vítimas. Após recuperar a consciência, a mãe encontrou o quarto vazio, dando início a uma busca desesperada que envolveu as autoridades policiais e o Poder Judiciário, resultando na decretação da prisão do suspeito e na concessão da guarda total à mãe.

Acompanhamento psicológico e desdobramentos judiciais

Atualmente, tanto a mãe quanto a filha passam por acompanhamento psicológico para lidar com os traumas decorrentes do período de cárcere privado. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que o caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, e o suspeito permanece à disposição da Justiça, sem previsão de liberdade. A mãe expressa o desejo de que o homem permaneça preso permanentemente, temendo por sua segurança e pela vida da filha caso ele retorne às ruas.

Para mais informações sobre o combate à violência doméstica e infantil, consulte os canais oficiais da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Fonte: metropoles.com


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