Com críticas à Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, o ex-vereador de Salvador e pré-candidato a deputado federal, Luiz Carlos Suíca (PT), atribuiu a derrota de vereadores petistas nas eleições de 2024 à falta de organização e ao baixo desempenho eleitoral dos partidos aliados na chapa proporcional. Em entrevista ao Política Pod, podcast do Política Livre, na última sexta-feira (29), Suíca afirmou que o PT assumiu praticamente sozinho o esforço de campanha e a sustentação da votação da federação, enquanto os demais partidos não conseguiram apresentar candidaturas competitivas.
“O PT colocou 64 mil votos de legenda. Se o PT não estivesse na federação, faria dois, três vereadores sozinho”, declarou. Assim como Suíca, os vereadores Lessa e Tiago Ferreira não conseguiram renovar seus mandatos, resultando na diminuição da bancada petista na Câmara Municipal de Salvador, que passou de quatro para apenas um parlamentar, com a reeleição de Marta Rodrigues.
Suíca destacou que o problema não estava no desempenho dos candidatos petistas, mas na composição da nominata da federação. Ele argumentou que faltou articulação política para exigir que PV e PCdoB apresentassem nomes com maior potencial eleitoral. “Faltou organizar os partidos que estão na federação. Precisava colocar candidatos com grande potencial de voto, uma nominata competitiva para fazer a chamada ‘rabada’. Era preciso chamar os partidos para a responsabilidade. Quem são os candidatos da nominata? Quem vai para o jogo?”, enfatizou.
O ex-vereador mencionou que o PV obteve cerca de 17 mil votos e elegeu apenas um vereador, enquanto o PCdoB registrou pouco mais de 30 mil votos. O PT, segundo ele, foi responsável pela maior parte da votação da federação. “Eu nunca fui a favor da federação. Nunca fui a favor das coligações. Se eu fosse escolher a federação hoje, eu acabava a federação”, afirmou.
Na entrevista, Suíca também avaliou que o PT perdeu força no Legislativo municipal ao longo dos últimos anos, lembrando que o partido já teve nove vereadores em Salvador. Para 2028, ele defendeu uma reorganização política visando à disputa ao Palácio Thomé de Souza. “A gente precisa construir um nome, uma imagem, uma figura ligada ao partido e aos movimentos sociais”, projetou.
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