A Justiça determinou que o homem acusado de estuprar uma turista holandesa na praia do Porto da Barra, em Salvador, responda ao processo em liberdade. O indivíduo havia sido detido em flagrante no último domingo (21), após a vítima relatar ter sido alvo de violência sexual enquanto estava desorientada na orla da capital baiana.
Medidas cautelares e restrições impostas ao investigado
Embora tenha obtido o direito de responder ao inquérito fora da prisão, o acusado está submetido a restrições judiciais rigorosas. O homem está proibido de frequentar as imediações da praia do Porto da Barra, local onde o crime teria ocorrido, e não pode manter qualquer tipo de contato ou aproximação com a vítima.
Durante o depoimento prestado às autoridades, o investigado admitiu ter mantido relações sexuais com a mulher estrangeira. No entanto, ele apresentou uma versão de defesa alegando que o ato ocorreu de forma consensual, contrapondo a denúncia feita pela turista.
O relato da vítima e a investigação policial
A turista, que estava acompanhada pela irmã durante o período de férias, afirmou às autoridades que começou a perder os sentidos após consumir bebidas na praia. Ela suspeita que o agressor tenha introduzido alguma substância entorpecente em seu copo, o que a teria deixado em estado de vulnerabilidade.
Segundo o depoimento da vítima, após perder a consciência, ela teria sido agredida com um soco no rosto antes de ser forçada a manter a relação sexual. A delegada Marcela Abreu, da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), confirmou em entrevista que o suspeito possui histórico criminal por receptação e é usuário de drogas.
Exames periciais e andamento do inquérito
A Polícia Civil de Salvador solicitou exames periciais para determinar se houve a administração de substâncias que pudessem ter dopado a vítima. A delegada Marcela Abreu ressaltou que, até o momento, não há confirmação técnica sobre o uso de drogas, mas a hipótese é central para o desdobramento das investigações.
A vítima relatou à polícia não possuir lembranças claras dos eventos devido ao seu estado de desorientação no momento da agressão. O caso segue sob apuração da Deltur, que busca reunir provas adicionais para esclarecer as circunstâncias do crime e validar os relatos apresentados pela turista holandesa.
Fonte: bnews.com.br
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