N/A

Tecnologia israelense recupera mensagens do celular de PM Gisele e revela última mensagem antes de sua morte

3 views
Tecnologia israelense recupera mensagens do celular de PM Gisele e revela última mensagem antes de sua morte

O conteúdo de mensagens enviadas pela soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, ao seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, traz novos elementos ao inquérito que investiga o feminicídio da policial. Os textos, recuperados pela Polícia Civil com tecnologia israelense após terem sido deletados, revelam que Gisele desejava a separação imediata e contestava a autoridade do oficial.

A última mensagem de Gisele foi registrada às 23h00min42s do dia 17 de fevereiro, poucas horas antes de ela ser atingida por um tiro na cabeça. No texto, a soldado foi clara ao afirmar: “Pode entrar com o pedido [de divórcio] essa semana”. Essa descoberta contradiz o depoimento de Rosa Neto, que está preso e é réu por feminicídio e fraude processual. O oficial alegou que Gisele não aceitava o fim do casamento e que era financeiramente dependente dele, afirmando que ela teria tirado a própria vida por não suportar a separação.

As mensagens, enviadas na noite de 17 de fevereiro, mostram uma mulher decidida a encerrar o relacionamento e a manter sua autonomia. Em uma das mensagens, Gisele diz: “Mas já que decidiu separar”. Em outra, ela afirma: “Vc confundiu carinho com autoridade, amor com obediência, provisão com submissão”. Gisele também expressa sua indignação ao afirmar: “Vejo que se arrependeu do casamento, eu tbm, e tem todo direito de pedir o divórcio não quero nada seu, como te disse eu me viro pra sair tenho minha dignidade”.

A investigação revela que o celular de Gisele, um aparelho da marca Xiaomi, foi desbloqueado e manuseado minutos após o disparo fatal. Para a Polícia Civil, esse intervalo sugere que o tenente-coronel teria apagado as mensagens para ocultar provas que demonstrassem a vontade da vítima de se separar. Outro ponto que reforça a acusação de fraude processual é o tempo de resposta após o disparo. Uma vizinha relatou ter ouvido o estampido do tiro às 7h28 da manhã do dia 18 de fevereiro, mas o primeiro telefonema de Rosa Neto pedindo socorro ocorreu apenas 27 minutos depois, às 7h55.


Descubra mais sobre Euclides Diário

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Rolar para cima