Um forte temporal atingiu a cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira (14), resultando em um cenário de caos urbano, alagamentos severos e interrupções generalizadas nos serviços essenciais. O impacto climático foi severo, culminando na morte de uma mulher vítima de um deslizamento de terra na região da Brasilândia, na zona norte da capital, conforme confirmado pelo Corpo de Bombeiros.
A intensidade das precipitações, que acumularam volumes expressivos em um curto intervalo de tempo, paralisou o tráfego na metrópole. Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade registrou mais de 1.000 quilômetros de congestionamento, levando a Prefeitura a suspender o rodízio municipal de veículos para tentar mitigar os transtornos enfrentados pelos cidadãos.
Impacto no transporte público e infraestrutura viária
O sistema de transporte sobre trilhos não escapou dos efeitos da tempestade. Imagens registraram a água invadindo o mezanino da estação Japão-Liberdade, na Linha 1-Azul do Metrô, além de pontos de alagamento na estação Paraíso. Embora o Metrô tenha reportado danos em equipamentos auxiliares como catracas e monitores, a circulação dos trens foi mantida, apesar dos transtornos operacionais.
Nas vias, a situação foi crítica no túnel do Anhangabaú, onde motoristas e passageiros ficaram ilhados. O Corpo de Bombeiros precisou realizar o resgate de ao menos quatro pessoas que ficaram presas em veículos submersos. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) também monitorou o transbordamento do córrego Sapateiro, na região do Ibirapuera, um dos pontos mais afetados pelo volume de chuva.
Volume de chuva e falhas no fornecimento de energia
O prefeito Ricardo Nunes destacou que a cidade enfrentou um volume atípico de 40 milímetros em poucos minutos. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) corroboram a gravidade, com registros de 72 milímetros na Vila Clementino e 65,8 mm no Parque do Ibirapuera. A infraestrutura elétrica também foi severamente comprometida, deixando mais de 30 mil imóveis sem energia, conforme balanço da Enel.
O setor aéreo sofreu reflexos imediatos, com desvios de voos no Aeroporto Internacional de Guarulhos e cancelamentos registrados no Aeroporto de Congonhas. A instabilidade climática, que forçou a Defesa Civil a emitir alertas severos para toda a capital, deve persistir. A previsão meteorológica indica a chegada de uma frente fria nos próximos dias, mantendo o risco elevado de novos alagamentos e deslizamentos em áreas de vulnerabilidade, conforme detalhado pelo Centro de Gerenciamento de Emergências.
Fonte: gazetabrasil.com.br
Descubra mais sobre Euclides Diário
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
