A “CNB de Todas as Lutas”, uma tendência interna do Partido dos Trabalhadores (PT), divulgou uma nota pública expressando preocupação com as filiações recentes ao partido, realizadas às vésperas do encerramento da janela partidária. O grupo alerta sobre os possíveis impactos na composição das bancadas federal e estadual da legenda.
De acordo com a tendência, o cenário para a eleição de deputados federais já gera preocupação. A federação partidária estima a eleição de cerca de 10 parlamentares, enquanto o PT conta atualmente com sete deputados federais. Os cálculos indicam um risco de redução dessa bancada para até cinco cadeiras.
A nota também menciona perdas significativas na composição da chapa proporcional, incluindo as de Elizângela e Moema Gramacho, além da indefinição em relação a Geraldo Simões. No âmbito estadual, a preocupação é ainda mais intensa. A CNB afirma que havia um entendimento interno para evitar, neste momento, a filiação de parlamentares com mandato, visando preservar a atual composição das bancadas do PT e de partidos da federação, como PV e PCdoB.
No entanto, a tendência se diz surpreendida por novas filiações, citando os deputados Eduardo Salles, Antônio Henrique Júnior, Fabíola Mansur e Ângelo Almeida. O grupo reconhece que Fabíola Mansur tem um histórico de alinhamento com a esquerda e que Ângelo Almeida já foi membro do partido. Por outro lado, as filiações de Antônio Henrique e Eduardo Salles geraram “estranheza” na militância, pois, segundo a nota, não refletem um acúmulo programático compatível com os princípios defendidos pela federação.
A CNB também alerta que essas movimentações podem resultar na perda de uma ou até duas vagas da atual bancada petista na Assembleia Legislativa da Bahia, o que, na visão do grupo, não contribui para o fortalecimento do partido. Apesar das críticas, a tendência reafirma seu compromisso com os principais objetivos eleitorais do campo governista, incluindo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, além da eleição do senador Rui Costa.
Por fim, a tendência defende que o crescimento da federação deve ocorrer com “coerência política, responsabilidade estratégica e compromisso com a militância”, e convoca o partido a promover um debate interno sobre a estratégia eleitoral na Bahia.
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