SindilimpBA afirma ter constatado irregularidades durante visita ao município e prepara denúncia ao Ministério Público do Trabalho e à Superintendência Regional do Trabalho.
O Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas da Bahia (SindilimpBA) informou que encaminhará ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Superintendência Regional do Trabalho (SRT) denúncias sobre supostas irregularidades nas condições de trabalho de profissionais da limpeza urbana em Euclides da Cunha.
Segundo a entidade, vídeos e fotografias enviados por trabalhadores mostram garis e margaridas atuando sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e enfrentando situações que podem representar riscos à saúde e à segurança. Após receber as denúncias, representantes do sindicato estiveram no município para verificar as informações.
Sindicato relata condições precárias de trabalho
De acordo com o SindilimpBA, durante a visita foram constatadas condições consideradas precárias para o exercício das atividades, incluindo trabalhadores em contato direto com resíduos sem a proteção adequada.
A coordenadora-geral do sindicato, Ana Angélica Rabello, afirmou que as imagens reforçam a necessidade de investigação sobre o cumprimento da legislação trabalhista e das normas de segurança do trabalho.
Ainda segundo a dirigente, o departamento jurídico da entidade já iniciou a preparação da documentação que será encaminhada aos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Denúncias incluem falta de direitos trabalhistas
O diretor regional do SindilimpBA, Jamay Damasceno, informou que a coleta de resíduos no município é realizada pela empresa Monako Serviços Construções e Empreendimentos Ltda., enquanto o serviço de varrição estaria sendo executado pela Associação de Coleta Seletiva e Catadores de Materiais Recicláveis de Euclides da Cunha (ASCOCEDA).
Conforme o sindicato, as denúncias apontam uma série de supostas irregularidades trabalhistas, entre elas:
- ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
- falta de registro em carteira de trabalho (CTPS);
- inexistência de fardamento;
- ausência de vale-alimentação;
- não pagamento de adicional de insalubridade;
- falta de pagamento de 13º salário e férias;
- remuneração limitada a um salário mínimo.
Jamay Damasceno afirmou que os trabalhadores estariam sendo expostos diariamente aos resíduos sem as condições mínimas de segurança e que as irregularidades precisam ser corrigidas com urgência.


Caso será encaminhado aos órgãos competentes
O representante da categoria no estado, Luiz Carlos Suíca (PT), defendeu a garantia dos direitos dos profissionais da limpeza urbana e afirmou esperar que a denúncia resulte na adoção das medidas necessárias pelos órgãos fiscalizadores.
Até o momento, não houve manifestação pública da Monako Serviços Construções e Empreendimentos Ltda., da ASCOCEDA ou da Prefeitura de Euclides da Cunha sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato. O Euclides Diário mantém espaço aberto para que os citados apresentem seus esclarecimentos.
DA REDAÇÃO DO EUCLIDES DIÁRIO
*Com informações de Caderno Baiano
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