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Trabalhadores protestam contra demissões em massa e calote no Grupo Casas Bahia

Trabalhadores protestam contra demissões em massa e calote no Grupo Casas Bahia

Trabalhadores demitidos pelo Grupo Casas Bahia realizaram manifestações no Rio de Janeiro para denunciar o não pagamento de verbas rescisórias e o descaso da varejista após um corte massivo de pessoal. Durante os atos, manifestantes chegaram a queimar uniformes da empresa em frente às lojas, simbolizando a insatisfação com a condução dos desligamentos e a falta de suporte financeiro aos ex-funcionários.

Crise financeira e demissões em larga escala

O cenário de instabilidade no grupo varejista se agravou entre os dias 13 e 17 de agosto, quando cerca de 3 mil funcionários foram desligados. O movimento ocorreu pouco antes de a companhia protocolar um pedido de recuperação judicial, reportando dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões. A situação gerou um impacto imediato na vida de milhares de famílias que dependiam dos salários e benefícios da rede para a subsistência básica.

Decisão do TST e impasse jurídico

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) interveio no caso, mantendo a suspensão das demissões que haviam sido classificadas como ilegais pelo Judiciário. A decisão determinou a reintegração provisória dos trabalhadores e o restabelecimento imediato de benefícios essenciais, como os planos de saúde. Apesar da determinação judicial, o grupo continua recorrendo contra a liminar, mantendo o impasse jurídico que impede a regularização da situação dos profissionais afetados.

Denúncias de irregularidades e pressão sindical

O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro aponta diversas irregularidades no processo, incluindo o desligamento de funcionários com estabilidade garantida por lei, como gestantes e menores aprendizes. Segundo o presidente da entidade, Márcio Ayer, houve casos de colaboradores com até 30 anos de casa que foram demitidos via aplicativo de mensagens sem a devida quitação de direitos trabalhistas. A juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, reforçou que as dispensas foram realizadas sem a necessária intervenção sindical, descumprindo exigências legais.

Mobilização por direitos e sobrevivência

Diante da falta de pagamento, o sindicato afirma que muitos trabalhadores estão recorrendo a campanhas de arrecadação online para custear a alimentação de suas famílias. A entidade promete intensificar os protestos em diversas unidades da rede até que a empresa regularize todas as pendências financeiras. Para mais informações sobre o setor varejista e seus desdobramentos econômicos, acompanhe os registros oficiais no portal do Tribunal Superior do Trabalho.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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