O presidente Donald Trump anunciou neste domingo (5) que tropas americanas resgataram no Irã o segundo tripulante do caça dos Estados Unidos que foi derrubado na sexta-feira (3) durante o conflito entre os dois países. Autoridades do governo informaram que um dos pilotos já havia sido encontrado no mesmo dia da queda. Em sua rede social, Truth Social, Trump declarou: "Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis oficiais tripulantes, que também é um coronel altamente respeitado, e que tenho a alegria de informar que agora está SÃO E SALVO!" A postagem foi compartilhada pela conta oficial da Casa Branca no X.
Trump afirmou que não houve baixas americanas durante a operação, que envolveu centenas de soldados de forças especiais. Em contrapartida, o Irã contradisse a declaração, alegando ter derrubado mais quatro aeronaves que participavam da busca e classificando a operação americana como "um fracasso". O porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk do Exército dos EUA foram destruídos. Além disso, o Exército iraniano e a Guarda Revolucionária informaram que um drone israelense Hermes-900 e um drone americano MQ-9 também foram abatidos na região, embora as forças americanas não tenham confirmado essas alegações.
Na sexta-feira (3), o Irã anunciou ter atingido o caça dos Estados Unidos, que contava com dois tripulantes, e o governo americano não contestou a versão de que a queda foi causada pela artilharia iraniana. O Pentágono não se pronunciou sobre o incidente. Em uma breve entrevista à NBC News, Trump afirmou que o caso não afetaria as negociações com Teerã. As buscas intensas levantaram preocupações de que o segundo militar desaparecido pudesse ser capturado pelo regime iraniano e usado como forma de pressão contra Washington, levando o Irã a oferecer uma recompensa pela sua localização.
Em um comunicado posterior, Trump detalhou que "o Exército iraniano estava empenhado em uma busca intensa, com grande efetivo, e se aproximando cada vez mais" do militar americano resgatado. Ele elogiou a operação de resgate como "uma demonstração INCRÍVEL de bravura e talento de todos!". O comandante operacional do Exército iraniano, Khatam al-Anbiya, afirmou no sábado (4) que um novo sistema de defesa aérea foi utilizado para atingir o caça americano e que o regime planeja ter controle total sobre o espaço aéreo do país.
Trump também informou que o modelo da aeronave abatida é o F-15E. Inicialmente, a mídia estatal iraniana anunciou ter derrubado um caça F-35, mas relatos posteriores na imprensa americana confirmaram que se tratava do F-15E, que transporta dois tripulantes. Segundo informações, um dos pilotos ejetou-se em pleno voo e foi resgatado pelas forças americanas. A CBS News verificou imagens nas redes sociais que mostram um avião de reabastecimento e dois helicópteros voando baixo sobre a província de Cuzistão, no Irã, compatíveis com uma missão de busca e resgate.
Há também a possibilidade de que dois aviões tenham sido abatidos na sexta-feira. O New York Times relatou que um caça A-10 Warthog foi atingido perto do estreito de Hormuz, mas o único piloto foi resgatado são e salvo. O regime iraniano reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Este é o primeiro caso desde 2003 em que um avião de combate dos EUA é abatido em solo inimigo. Durante a guerra do Iraque, um A-10A Thunderbolt 2 caiu após ser atingido por um míssil das forças de Saddam Hussein. Em 2020, um avião americano caiu no Afeganistão, e o Talibã afirmou ter derrubado a aeronave, o que foi negado pelo governo do democrata Joe Biden na época.
O incidente ocorre em meio a ameaças de Trump de bombardear o Irã, enquanto pressiona Teerã a encerrar a guerra nos termos dos Estados Unidos. O ataque às aeronaves acontece após o presidente americano e membros do alto escalão do governo terem menosprezado a capacidade militar iraniana. No dia 4 de março, ainda na primeira semana da guerra, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os EUA e Israel tinham "controle total do espaço aéreo" do Irã.
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