O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que sua administração está em negociações com autoridades cubanas, sugerindo que essas conversas podem levar a uma "toma amigável e controlada" de Cuba. Essa declaração ocorre em um contexto de crescente tensão entre os dois países, que se intensificou nas últimas décadas. Trump fez essas observações durante uma breve conversa com jornalistas antes de deixar a Casa Branca, destacando as dificuldades econômicas enfrentadas pelo governo cubano, que estaria sem dinheiro e recursos, e mencionou que há um diálogo em andamento com Washington.
De acordo com reportagens internacionais, o secretário de Estado Marco Rubio estaria liderando negociações em alto nível com representantes cubanos, incluindo o neto do ex-ditador Raúl Castro. Essas conversas estariam relacionadas a um possível alívio gradual das sanções dos EUA em troca de mudanças internas na ilha, conforme fontes citadas pelo Miami Herald. Além disso, a Casa Branca anunciou planos para permitir o envio de combustível por empresas energéticas americanas ao setor privado em Cuba, parte de uma estratégia para aumentar a dependência da ilha em relação aos Estados Unidos e fortalecer o setor privado cubano. Analistas consideram essa medida uma forma de ampliar a influência dos EUA em meio à crise energética que afeta Cuba.
A declaração de Trump também ocorre em um momento de crise bilateral, após um incidente mortal envolvendo uma embarcação nas proximidades das águas cubanas. Autoridades de Havana classificaram os homens a bordo como "terroristas", alegando que eles planejaram um ataque à ilha após treinamento em território norte-americano, uma acusação que o governo dos EUA está investigando de forma independente. Rubio, conhecido por sua postura crítica em relação ao regime cubano, afirmou que os EUA investigarão o caso antes de tomar decisões políticas ou diplomáticas adicionais.
As relações entre Washington e Havana estão em um ponto crítico, com a administração Trump reforçando o embargo econômico contra Cuba e impondo restrições ao fornecimento de combustível, o que tem agravado a situação econômica da ilha. Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, considerado o principal aliado de Cuba, Trump chegou a insinuar a possibilidade de uma intervenção direta, mencionando a ideia de uma "toma amigável" do país. A história de confrontos entre os Estados Unidos e Cuba é longa, incluindo eventos significativos como a invasão da Baía dos Porcos em 1961 e a explosão de um avião cubano em 1976, atribuída ao anticomunista Luis Posada Carriles, episódios que alimentam a percepção de Havana sobre uma ameaça constante vinda dos Estados Unidos.
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