Um dia antes de sua prisão, em novembro do ano passado, o empresário Daniel Vorcaro fez uma pesquisa na internet sobre o juiz responsável pelo inquérito que resultou em sua detenção. Essa informação foi obtida a partir de material extraído do celular de Vorcaro, que foi apreendido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Os registros indicam que Vorcaro buscou no Google informações sobre o titular da 10ª Vara Federal de Brasília, onde o inquérito sigiloso estava tramitando na época. Um print da pesquisa foi incluído no conjunto de dados que a Polícia Federal compartilhou com parlamentares da CPI do INSS.
A consulta ocorreu em 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, por volta das 22h, Vorcaro foi preso ao tentar embarcar em um jatinho com destino a Dubai, com escala em Malta, sendo suspeito de tentar fugir do país. As informações foram divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
A investigação sugere que o material coletado reforçou entre os investigadores a suspeita de um possível vazamento de informações relacionadas à apuração. As autoridades acreditam que Vorcaro e outros envolvidos teriam acessado sistemas do Ministério Público e da Polícia Federal, obtendo dados de procedimentos sigilosos.
No mesmo dia em que fez a pesquisa, Vorcaro anotou em um bloco de notas no celular a frase: “Vocês são próximos? Ricardo Soares Leite, 10 vara criminal federal”. De acordo com o jornal Estadão, essa anotação foi enviada a um destinatário não identificado por meio de uma mensagem de visualização única, uma estratégia que, segundo as investigações, visava evitar o rastreamento das comunicações.
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