O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que governará a Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro. Ele comemorou a ação militar realizada neste sábado (3) contra o país. Em um pronunciamento à nação, Trump afirmou: "Vamos governar o país até que haja uma transição adequada e justa". O presidente destacou que os Estados Unidos estavam prontos para um ataque maior, mas que isso provavelmente não será necessário. Ele também mencionou que o petróleo venezuelano "voltará a fluir" sob a gestão de uma empresa americana.
Trump ressaltou que a ação militar beneficiará o povo venezuelano, prometendo que eles não sofrerão mais. "Queremos paz, liberdade e justiça para as pessoas incríveis da Venezuela, incluindo muitos que vivem nos Estados Unidos e desejam retornar ao seu país", disse. O presidente americano afirmou que as forças dos EUA permanecerão na Venezuela pelo tempo necessário para garantir uma transição, com empresas americanas investindo bilhões de dólares para melhorar a infraestrutura do país.
Ele comparou a operação a um ataque sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, mencionando ações anteriores que ordenou, como os bombardeios contra instalações nucleares do Irã. Trump declarou que todas as capacidades militares da Venezuela foram inutilizadas e que Maduro não poderá mais ameaçar ninguém. Ele também informou que as forças americanas cortaram a energia de Caracas e que não houve mortes entre os militares dos EUA.
Após a ordem de ataque, Trump confirmou a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que estão sob custódia em um navio militar americano no Caribe. Eles serão enviados para Nova York, onde enfrentarão acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Não está claro quais provas Washington apresentará contra eles e outros citados na acusação, como o ministro do interior, Diosdado Cabello, e o filho de Maduro, Nicolás Ernesto.
Mais cedo, Trump mencionou que os EUA estão decidindo o futuro da liderança na Venezuela, sugerindo que a líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, poderia ser escolhida para governar o país. Ele garantiu que ninguém "leal a Maduro" permanecerá no poder e que os EUA estarão "fortemente envolvidos" na indústria petrolífera venezuelana.
Em uma nota após os ataques, María Corina celebrou a captura de Maduro, afirmando: "Venezuelanos, chegou a hora da liberdade". Ela declarou que Maduro enfrentará a justiça internacional por seus crimes e pediu que Edmundo González, candidato da oposição que, segundo organizações internacionais, foi o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de 2024, assuma "de imediato seu mandato constitucional e seja reconhecido como comandante em chefe" das Forças Armadas venezuelanas.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, divulgou um vídeo na manhã deste sábado afirmando que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras. A vice de Maduro também reiterou que manterá os planos de defesa do ditador. Não está claro se tropas americanas invadiram a Venezuela por terra.
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