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Veja: convocação de João Roma pode jogar bolsonarismo no escândalo do Banco Master

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O deputado federal João Roma, líder do Partido Liberal na Bahia e ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, mantém uma relação próxima com o banqueiro Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Lima foi preso durante a operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no setor financeiro. A conexão entre Roma e o banqueiro se tornou mais evidente após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil, ocorrida em novembro de 2025.

Roma é considerado pré-candidato ao Senado em uma possível chapa liderada por Antonio Carlos Magalhães Neto. Ele foi convocado a prestar esclarecimentos na CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional. Entre os assuntos a serem discutidos está o credenciamento do Banco Master para operar crédito consignado vinculado ao auxílio emergencial nos últimos meses do governo Bolsonaro.

Durante o período em que Roma esteve à frente do Ministério da Cidadania, o cartão CredCesta, gerido por Augusto Lima no Banco Master, desempenhou um papel significativo na originação de operações de crédito consignado para aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social. Essas operações se expandiram para 24 estados e 176 municípios brasileiros, aumentando a presença do banco nesse segmento.

A atuação do Banco Master no crédito consignado e a relação política entre Roma e Augusto Lima serão analisadas pelos parlamentares na comissão de inquérito. O depoimento do deputado é aguardado como parte da investigação sobre a expansão dessas operações no final da gestão Bolsonaro.


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