O governo da Venezuela informou, na madrugada deste sábado, que o país sofreu uma agressão militar. Em resposta, o presidente Nicolás Maduro assinou um decreto que declara estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, com o objetivo de mobilizar as forças de defesa e as instituições do país.
Segundo o comunicado oficial, as ações militares afetaram a capital, Caracas, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo venezuelano alega que as investidas tiveram como alvos instalações civis e militares, caracterizando o episódio como uma tentativa dos Estados Unidos de controlar as reservas de petróleo e minerais do país.
A agência de notícias Associated Press confirmou a ocorrência de pelo menos sete explosões em Caracas. Testemunhas relataram momentos de pânico nas ruas e a presença de aeronaves sobrevoando a área durante os estrondos. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou em suas redes sociais, afirmando que o território venezuelano foi atingido por mísseis.
No comunicado oficial, o governo venezuelano rejeita e denuncia a agressão militar, afirmando que se trata de uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente em relação ao respeito à soberania e à proibição do uso da força. O governo considera que o ataque representa uma ameaça à paz e à estabilidade internacional, colocando em risco a vida de milhões de pessoas.
O comunicado destaca que o objetivo do ataque é apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente do petróleo e dos minerais, e que a tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma mudança de regime fracassará. O governo convoca todas as forças sociais e políticas do país a se mobilizarem e a repudiar o ataque imperialista.
O presidente Maduro determinou a implementação de todos os planos de defesa nacional e ordenou a ativação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior, visando proteger os direitos da população e garantir o funcionamento das instituições republicanas. Ele também ordenou o deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios.
A Venezuela afirma que se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, território e independência, convocando os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade diante da agressão. O comunicado finaliza com uma citação do ex-presidente Hugo Chávez, enfatizando a unidade e a luta diante das dificuldades.
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