O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, concluiu uma viagem aos Estados Unidos sem conseguir se reunir com representantes da Casa Branca, conforme informado pelo jornal O Globo. Acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, Flávio tinha como objetivo registrar um encontro com o senador Marco Rubio, que é próximo ao governo do ex-presidente Donald Trump. Essa estratégia visava fortalecer sua imagem entre os eleitores bolsonaristas e demonstrar prestígio internacional. No entanto, a ofensiva militar americana na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, impediu a realização do encontro.
Líderes do Centrão, que foram consultados pelo jornal, afirmaram que a tentativa de aproximação com Rubio teria impacto restrito à "bolha bolsonarista" e reforçaria a associação da família com o radicalismo ligado a Eduardo. Apesar disso, eles consideram que a candidatura de Flávio é "irreversível" com base nas pesquisas atuais. O senador planeja retornar aos Estados Unidos em abril para um "roadshow" político e está considerando levar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para tentar se posicionar de forma mais centrada.
Durante a viagem, Flávio também transmitiu a Eduardo um recado de seu pai, Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília. O recado pedia que Eduardo evitasse confrontos com o Centrão e mantivesse a unidade dentro do PL. Em uma transmissão, Flávio elogiou o irmão, chamando-o de "um craque nas relações internacionais", e sugeriu que ele poderia assumir o Itamaraty em caso de vitória, o que causou desconforto entre os aliados. Eduardo, que participou da posse de Donald Trump no ano anterior, continua a buscar apoio nos Estados Unidos para amenizar a situação judicial de seu pai, especialmente em relação às acusações de envolvimento em uma suposta trama golpista.
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