Ângela Guimarães, secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), destacou a importância da população negra e do samba na formação do Carnaval baiano e brasileiro. Em entrevista ao Bahia Notícias na Casa do Olodum, a secretária, que cresceu na Liberdade-Curuzu, enfatizou que o samba é a base das expressões culturais afro-baianas.
Durante a conversa, Ângela Guimarães afirmou que a festividade é inseparável das manifestações culturais negras. Ela ressaltou que não há Carnaval na Bahia ou no Brasil sem a presença da população negra e suas expressões culturais, com o samba sendo a principal matriz dessas manifestações.
A secretária também discutiu o contexto histórico de repressão enfrentado pelas tradições negras. Segundo Guimarães, o samba e outras formas de expressão rítmica surgiram como resistência em locais como terreiros e senzalas, especialmente em períodos de proibição oficial.
Ela explicou que o samba teve suas origens em ambientes de resistência, onde as religiões de matriz africana enfrentaram proibições. O toque dos tambores, por exemplo, era frequentemente proibido, mas persistiu como um símbolo de luta e identidade.
Ângela Guimarães ressaltou que a identidade visual e cultural do Carnaval contemporâneo é definida por artistas negros e manifestações como os blocos de matriz africana. Ela concluiu afirmando que o samba é fundamental para a cultura baiana, sendo a origem do Axé Music e da Música Popular Brasileira (MPB).
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