O banqueiro Daniel Vorcaro teve um surto na cela em que está preso na Penitenciária Federal de Brasília e precisou de atendimento médico. Ele se machucou ao esmurrar as paredes da cela. A informação foi divulgada na noite de sexta-feira (13) pela coluna Radar, do site da revista Veja. O episódio ocorreu no mesmo dia em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria, manter a prisão de Vorcaro, conforme determinação do ministro André Mendonça.
Interlocutores da defesa relataram que, além de esmurrar as paredes, Vorcaro gritou nomes de políticos e autoridades com quem teve relações financeiras, expressando sua frustração por não estarem ajudando a tirá-lo da prisão. Desde a última sexta-feira (5), ele está na Penitenciária Federal de segurança máxima em Brasília. Nesta semana, Vorcaro foi transferido da cela de isolamento para a ala de saúde da unidade.
A nova cela tem entre sete e oito metros quadrados e é monitorada por câmeras 24 horas por dia, exceto na área do banheiro. Um vidro separa a cela do espaço onde ficam os profissionais de saúde, que acompanham o detento de forma contínua. Na mesma sexta-feira, Vorcaro passou a ser representado por uma nova equipe de defesa, o que sugere a possibilidade de negociação de uma delação premiada. O advogado Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, transferiu o caso para José Luis Oliveira Lima.
Bottini já havia declarado que não participaria de negociações para delação premiada no caso de Vorcaro, alegando motivos pessoais para sua saída. Oliveira Lima é um renomado criminalista que já conduziu delações premiadas complexas, incluindo a do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, durante a Operação Lava Jato.
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