A edição de 2026 do ranking global do Center for World University Rankings (CWUR), divulgada nesta segunda-feira (1º), revela um cenário preocupante para o ensino superior no Brasil. Das 52 universidades brasileiras que fazem parte da lista, 45 apresentaram queda de posição, o que corresponde a 87% das instituições nacionais. Apenas cinco universidades subiram no ranking, enquanto duas mantiveram suas posições.
O principal fator para essa queda generalizada é o declínio no desempenho em pesquisa, aliado à crescente competição de instituições estrangeiras que recebem mais investimentos. O Dr. Nadim Mahassen, presidente do CWUR, afirma que os resultados refletem um problema estrutural. Ele destaca que o declínio das universidades brasileiras é resultado de anos de financiamento inadequado e da desvalorização da ciência e da educação como bens públicos. Essa erosão do sistema de ensino superior compromete o desenvolvimento científico, a inovação e o futuro do país a longo prazo.
As universidades brasileiras que se destacam no ranking incluem a Universidade de São Paulo (USP), que ocupa a 119ª posição mundial, embora tenha caído uma posição em relação ao ano anterior. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está na 346ª posição, com uma queda de 15 posições, enquanto a Universidade de Campinas (Unicamp) ocupa a 379ª posição, com uma redução de 10 posições. Outras instituições que aparecem na lista são a UFRGS (476ª), Unesp (479ª), UFMG (508ª), Unifesp (621ª), Fiocruz (682ª) e UFSC (732ª).
No panorama global, Harvard lidera o ranking pelo 15º ano consecutivo, seguida pelo MIT e Stanford. Apesar da predominância dos Estados Unidos no topo da lista, o país enfrenta uma forte concorrência, com 252 instituições americanas caindo de posição nesta edição. Um destaque positivo é a China, onde cerca de 98% das universidades melhoraram suas posições, com a Universidade Tsinghua alcançando a 36ª posição. Com 360 instituições na lista, a China superou os Estados Unidos, que têm 313, tornando-se o país mais representado no Global 2000. Na Europa, as universidades enfrentam dificuldades, com quedas generalizadas no Reino Unido, França e Alemanha devido à intensificação da competição global.
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