Para 88% dos eleitores que afirmam votar em Flávio Bolsonaro (PL), o senador deve continuar na disputa pela Presidência, mesmo após as revelações do caso "Dark Horse". Essa informação é resultado de uma pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 20 e 21 de maio, com 2.004 entrevistados em 139 cidades. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A crise na campanha de Flávio Bolsonaro começou na semana passada, quando o site Intercept Brasil revelou que ele havia solicitado dinheiro ao então banqueiro Daniel Vorcaro. Vorcaro, atualmente preso, era o responsável pelo Banco Master, que foi liquidado e está no centro de um dos maiores escândalos do setor financeiro. A relação de Vorcaro com políticos está sob investigação. Flávio cobrou o financiamento prometido para a produção do filme "Dark Horse", que retrata a campanha de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também está preso por tentativa de golpe. O senador admitiu o pedido após inicialmente negar o episódio, revelando que se encontrou pessoalmente com Vorcaro após a prisão deste.
A pesquisa do Datafolha indica que a intenção de voto em Flávio Bolsonaro sofreu impacto: na simulação de primeiro turno, sua intenção de voto caiu de 35% para 31%, enquanto na simulação de segundo turno, a queda foi de 45% para 43%. Em contrapartida, seu principal adversário, o presidente Lula (PT), apresentou uma leve alta nas duas simulações, passando de 38% para 40% e de 45% para 47%, respectivamente. Apesar da turbulência política, a maioria do eleitorado bolsonarista continua a apoiar o pré-candidato, embora isso possa não ser suficiente em uma disputa acirrada.
O Datafolha revela que 72% dos eleitores de Flávio estão cientes do caso, superando os 64% da amostra geral. Dentre os eleitores do senador, 38% afirmam estar bem informados sobre a situação, enquanto no total, esse número é de 30%. Para 54% dos eleitores de Flávio, sua relação com Vorcaro é próxima, mas 73% ainda confiam nele. Além disso, 53% acreditam que o senador agiu corretamente ao solicitar o financiamento, que totalizou R$ 61 milhões para o filme. Esses dados contrastam com a percepção do eleitorado em geral, onde 67% afirmam que nada mudou, mas 48% acreditam que o senador deveria desistir da candidatura e 64% consideram que ele agiu mal no episódio.
Caso Flávio decida deixar a disputa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) surge como a favorita para sucedê-lo nas urnas. Entre os eleitores de Flávio, 60% a consideram a primeira alternativa, enquanto esse número cai para 39% entre todos os entrevistados. Entre os eleitores de Flávio, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aparece em seguida, com 15% de citações, seguido pelos ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), ambos com 13% e 10%, respectivamente. No público geral, os nomes citados são os mesmos, mas Zema e Caiado empatam com 17%, enquanto Eduardo registra 10%.
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