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Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana

Após projeto na Câmara, Zé Ronaldo diz que “não tem condições de bancar” Mounjaro no SUS em Feira de Santana

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, declarou que a administração municipal não possui condições financeiras para viabilizar a distribuição gratuita da tirzepatida, conhecida como Mounjaro, na rede de saúde local. A afirmação foi feita ao portal Altos Papos nesta segunda-feira, 25, em resposta à aprovação de um projeto na Câmara Municipal que autoriza a distribuição do medicamento, destinado ao tratamento da obesidade e diabetes tipo 2 em crianças.

Ronaldo reconheceu a intenção do presidente da Câmara, Marcos Lima, de promover uma iniciativa voltada ao bem-estar da população, mas ressaltou que o município não tem capacidade financeira para implementar um projeto dessa magnitude. O projeto, de autoria de Lima, permite que a Prefeitura estabeleça diretrizes para a disponibilização e aplicação do medicamento nas Unidades de Saúde da Família, sempre com prescrição médica, focando no atendimento de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos, conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde.

A implementação do projeto, mesmo se aprovado definitivamente, dependerá da disponibilidade orçamentária do município. O prefeito enfatizou que o investimento necessário para a realização do projeto é elevado e, por isso, a administração não pode implantá-lo no momento.

O projeto estabelece que a medicação deve ser utilizada como uma estratégia complementar no tratamento da obesidade e de condições associadas, como diabetes tipo 2, e que a aplicação deverá ser realizada por profissionais capacitados da rede pública. Os pacientes precisarão ter indicação clínica comprovada e receber acompanhamento multiprofissional, que inclui suporte médico, nutricional e psicológico, além de incentivo à prática de atividades físicas.

A Secretaria Municipal de Saúde será responsável por definir os critérios de acesso ao medicamento, baseando-se em evidências científicas, nas diretrizes do Sistema Único de Saúde e na realidade local. O autor do projeto justificou a proposta destacando que a obesidade é uma doença crônica relacionada a várias comorbidades, como hipertensão e diabetes, e mencionou que iniciativas semelhantes já existem em outros estados, com resultados positivos na saúde da população.


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