A Apple divulgou, nesta quinta-feira (30), resultados fiscais do terceiro trimestre que superaram as projeções do mercado financeiro. O desempenho foi impulsionado majoritariamente pela forte demanda pela linha de smartphones, apesar de uma reação cautelosa dos investidores no pós-mercado, que resultou em recuo nas ações da companhia.
A receita total da gigante de tecnologia atingiu US$ 109,4 bilhões (R$ 555,8 bilhões), valor que superou a estimativa de US$ 108,6 bilhões (R$ 551,9 bilhões) compilada pela LSEG. O lucro líquido também apresentou trajetória de alta, alcançando US$ 29,7 bilhões (R$ 151,3 bilhões), ante os US$ 24,4 bilhões (R$ 124,1 bilhões) registrados no mesmo período do ano anterior.
Desempenho do iPhone impulsiona receita trimestral
O grande destaque do balanço foi a divisão de smartphones. A receita do iPhone atingiu US$ 54,2 bilhões (R$ 275,5 bilhões), superando a previsão de US$ 53,8 bilhões (R$ 273,6 bilhões) e consolidando um crescimento expressivo de quase 22% em comparação ao ano anterior.
Em entrevista à CNBC, o CEO Tim Cook classificou os números como um resultado extraordinário. Segundo o executivo, o sucesso comercial foi sustentado pelo ciclo de vendas do iPhone 17, que apresentou forte adesão de consumidores buscando a atualização de seus aparelhos antigos para modelos mais recentes.
Segmentos de hardware e serviços apresentam resultados mistos
Enquanto a linha de computadores Mac superou as expectativas ao registrar US$ 10,3 bilhões (R$ 52,5 bilhões) em receita, outros setores enfrentaram desafios. O iPad, por exemplo, obteve US$ 6,19 bilhões, ficando abaixo da estimativa de US$ 6,9 bilhões (R$ 35,1 bilhões).
A divisão de serviços, um pilar estratégico para a empresa, gerou US$ 30,7 bilhões (R$ 156,1 bilhões), também abaixo da projeção de US$ 31,2 bilhões (R$ 158,5 bilhões). Já os dispositivos vestíveis, como Apple Watch e AirPods, atingiram US$ 7,88 bilhões (R$ 40,02 bilhões), superando levemente a expectativa de US$ 7,82 bilhões (R$ 39,7 bilhões).
Transição de liderança e desafios em inteligência artificial
O cenário atual marca a última temporada de balanços sob a gestão de Tim Cook. A empresa prepara a transição para John Ternus, atual chefe da divisão de hardware, que assumirá o cargo de CEO. Investidores observam com atenção a movimentação de Ternus, veterano com 25 anos de casa, em meio a um momento de mudanças estratégicas.
A companhia enfrenta ainda a pressão do mercado para avançar em inteligência artificial. A expectativa é que, em setembro, a Apple lance uma versão reformulada da Siri baseada em tecnologia do Google. Esse movimento é visto como um teste crucial para a empresa, que busca mitigar preocupações sobre um possível atraso em relação aos concorrentes no setor de IA.
Fonte: olhardigital.com.br
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