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Ataques contra aeroportos na Arábia Saudita deixam 12 mortos e centenas de feridos

Ataques contra aeroportos na Arábia Saudita deixam 12 mortos e centenas de feridos

Uma série de ataques coordenados contra terminais aéreos na Arábia Saudita resultou em uma tragédia humanitária neste sábado (10). Ao menos 12 pessoas morreram e outras 309 ficaram feridas após investidas contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e uma região próxima ao aeroporto de Dammam. O impacto das ações forçou a suspensão imediata das operações aéreas no principal terminal do reino, gerando um colapso no tráfego aéreo regional.

Escalada de violência e danos operacionais

A ofensiva, atribuída aos rebeldes houthis do Iêmen, marca uma intensificação perigosa no conflito regional. O porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, Turki al Malki, classificou o episódio como um crime de guerra, destacando que os projéteis atingiram diretamente áreas de circulação de passageiros. A gravidade da situação obrigou a Autoridade Geral de Aviação saudita a paralisar todos os voos por tempo indeterminado, visando garantir a segurança das instalações após a verificação dos danos estruturais.

Dados da plataforma Flight Radar indicam que a interrupção causou o cancelamento de mais de 300 voos, além de atrasos em outras 222 partidas. Entre as vítimas fatais, o governo confirmou a morte de quatro cidadãos sauditas e oito residentes estrangeiros, incluindo indivíduos de nacionalidades bengali, americana, egípcia, jordaniana, síria, palestina e sudanesa. Os feridos seguem sob cuidados médicos em hospitais da região, com parte dos pacientes em estado crítico.

Histórico recente e ameaças militares

O ataque deste sábado é o segundo registrado contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid em menos de 24 horas. Na sexta-feira (9), uma investida anterior já havia resultado em três mortes e danos a uma aeronave comercial. Desde a última quarta-feira (7), o país enfrenta uma onda de disparos que também atingiu o aeroporto de Abha, elevando o número total de vítimas e aumentando a pressão sobre a segurança nacional saudita.

O porta-voz militar houthi, Yehya Sarea, declarou que o grupo assumiu o controle do espaço aéreo na região e emitiu um alerta para que companhias aéreas internacionais evitem sobrevoar o território, classificando-o como zona de operações militares. Os insurgentes justificam a ofensiva como uma retaliação direta aos bombardeios aéreos realizados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita em solo iemenita.

Posicionamento internacional e resposta dos Estados Unidos

Diante da gravidade dos eventos, a comunidade internacional observa com preocupação a possibilidade de um envolvimento mais direto de potências globais. Questionado sobre a eventual participação das forças americanas nas ações de resposta contra os insurgentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo está analisando a situação. O líder americano ressaltou que uma decisão será tomada com rapidez, dada a natureza crítica dos ataques recentes contra a aviação civil.

Fonte: gazetabrasil.com.br


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