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Bahia atinge segunda maior taxa de desemprego do Brasil no segundo trimestre

Bahia atinge segunda maior taxa de desemprego do Brasil no segundo trimestre

A Bahia encerrou o segundo trimestre de 2026 com um cenário desafiador no mercado de trabalho, registrando a segunda maior taxa de desemprego do país. Com um índice de 9,1%, o estado superou significativamente a média nacional, que se situou em 5,4% no mesmo período. Os dados foram oficializados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Desafios do mercado de trabalho baiano

O estado baiano posiciona-se atrás apenas do Amapá, que apresentou uma taxa de 9,8%. Além do desemprego, a Bahia enfrenta um avanço na informalidade, atingindo a marca de 50,7% da mão de obra ocupada. O estado integra um grupo crítico ao lado de Maranhão, Pará e Amazonas, onde mais da metade dos trabalhadores atuam fora do regime formal de contratação.

Metodologia e abrangência da pesquisa

A Pnad Contínua monitora o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, contemplando diversas modalidades de ocupação, incluindo trabalhadores com carteira assinada, temporários e autônomos. Para o IBGE, a condição de desocupado é atribuída apenas àqueles que buscaram ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados, realizada em 211 mil domicílios brasileiros.

Evolução do desemprego de longa duração

Apesar dos indicadores regionais elevados, o relatório aponta um avanço positivo no cenário nacional: o desemprego de longa duração — definido como a busca por trabalho há dois anos ou mais — atingiu o menor contingente da série histórica iniciada em 2012. Com 1,06 milhão de pessoas nessa condição, houve uma redução de 15,6% em comparação ao mesmo trimestre de 2025.

Desigualdades nas taxas de ocupação

O levantamento detalha disparidades persistentes no mercado laboral brasileiro. Enquanto a taxa de desemprego entre homens foi de 4,6%, abaixo da média nacional, o índice entre mulheres alcançou 6,4%. A análise por cor ou raça também revela desigualdades, com pretos (6,9%) e pardos (6,1%) apresentando taxas de desocupação superiores à média, enquanto a população branca registrou 4,2%.

Fonte: bahianoticias.com.br


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